Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, diz querer que o povo iraniano "tome as rédeas" do paísAlex Kolomoisky/AFP
"Nossa aspiração é que o povo iraniano se liberte do jugo da tirania; em última análise, depende deles. Mas não há dúvida de que, com as medidas tomadas até agora, estamos quebrando os ossos deles e ainda não terminamos", declarou Netanyahu durante uma visita ao Centro Nacional de Comando de Saúde na noite de segunda-feira (9), segundo um comunicado divulgado nesta terça-feira (10).
"Seus mísseis se reduziram a alguns disparos dispersos. Seus drones estão sendo destruídos por toda parte, inclusive sua produção", acrescentou.
"Olhando bem, não lhes resta nada. Não resta nada em sentido militar", acrescentou.
Nos últimos dias, Trump fez avaliações semelhantes dos danos de combate causados pelos ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel, que começaram em 28 de fevereiro.
Seus comentários ocorreram apesar de o Pentágono afirmar nesta segunda-feira que os Estados Unidos "mal começaram a lutar".
Quando perguntado se acreditava que a guerra poderia terminar em breve, Trump disse à CBS: "O fim só está claro para mim, para mais ninguém".
Trump também ameaçou o Irã caso tentasse fechar o estreito de Ormuz, a via marítima onde o trânsito de petroleiros praticamente parou, o que fez disparar os preços da energia em todo o mundo.
Trump explicou que estava "pensando em assumir o controle" dessa zona.
O presidente norte-americano, no entanto, teve poucas palavras para o novo líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, escolhido para substituir seu pai assassinado, Ali Khamenei.
"Não tenho nenhuma mensagem para ele. Nenhuma, absolutamente", disse Trump, que acrescentou ter pensado em outra pessoa para dirigir o Irã.
Trump explicou em outra entrevista ao New York Post que não estava "contente" com a nomeação de Mojtaba Khamenei.

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