Pete Hegseth, secretário de Defesa dos EUAAFP
Chefe do Pentágono diz que próximos dias serão 'decisivos' na guerra no Oriente Médio
Hegseth afirmou ainda que 'as últimas 24h registraram o menor número de drones e mísseis inimigos lançados pelo Irã'
Os próximos dias da guerra com o Irã serão "decisivos", afirmou nesta terça-feira (31) o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, que revelou ter visitado, no fim de semana passado, as tropas norte-americanas no Oriente Médio.
"Os próximos dias serão decisivos. O Irã sabe disso e praticamente não há nada que possa fazer militarmente a respeito", disse Hegseth em uma entrevista coletiva, a primeira em quase duas semanas.
Hegseth disse ainda que "as últimas 24 horas registraram o menor número de drones e mísseis inimigos lançados pelo Irã".
Ao seu lado, o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior, declarou que os Estados Unidos atacaram "mais de 11.000 alvos" nos últimos 30 dias.
Questionado sobre as preocupações de alguns apoiadores do presidente Donald Trump em relação ao possível uso de tropas terrestres no Irã, Hegseth evitou revelar suas intenções.
"Não se pode travar e vencer uma guerra se você disser ao seu adversário o que está ou não disposto a fazer, incluindo o envio de tropas", acrescentou.
"Se necessário, poderíamos executar essas opções (...). Ou talvez nem precisemos usá-las: talvez as negociações funcionem."
As negociações com o Irã "são muito reais. Estão em andamento, ativas e acredito que estão ganhando impulso", disse Hegseth a repórteres.
Sobre sua visita às tropas, ele explicou que o encontro foi mantido em segredo por motivos de segurança.
"Estivemos em solo na área de responsabilidade do Centcom [Comando Central] no sábado por aproximadamente metade do dia. Por razões de segurança operacional, para evitar que essas tropas sejam atacadas, as localizações e bases não serão divulgadas", disse ele.
O general Dan Caine acrescentou que os Estados Unidos continuam "destruindo as capacidades de mísseis balísticos e drones do Irã. Mantemos o foco em interceptar e destruir a logística e as cadeias de suprimentos que apoiam esses programas", afirmou.
E "continuamos exercendo domínio sobre a Marinha iraniana. Mantemos o foco em atacar suas capacidades de lançamento de minas e seus ativos navais", acrescentou.

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