Sergei Lavrov vê riscos de que o conflito no Oriente Médio se transforme em uma nova guerra mundialShamil Zhumatov / AFP
De acordo com informações enviadas pelo pool de imprensa do Kremlin, organizado pela agência russa RIA Novosti, Lavrov afirmou ainda que há sinais de que a crise no Golfo Pérsico pode se ampliar. "O que observamos agora apresenta indícios de escalada para um conflito cada vez mais amplo, que alguns já chamam de 'nova guerra mundial'", disse.
O chanceler reiterou que o governo russo está disposto a atuar como mediador e defendeu uma solução diplomática, acrescentando que considera "inaceitável" o uso de força contra civis e infraestrutura.
Lavrov também teceu críticas ao Ocidente, afirmando que alguns países "perderam o senso de limites" ao reivindicar territórios alheios sem base legal. Como exemplo, citou declarações recentes de autoridades americanas. Segundo ele, o secretário de Estado, Marco Rubio, disse que a resolução do conflito no Oriente Médio depende do Irã e acusou Teerã de violar normas ao bloquear o Estreito de Ormuz. Dias antes, acrescentou, o presidente Donald Trump teria afirmado que não se importa com o direito internacional, guiando-se por sua própria "moral e instintos", pontuou.
O ministro acrescentou ainda que a ordem mundial está "em plena reconfiguração", sem entrar em mais detalhes.
"Trump está disposto a fazer um acordo com o Irã", disse Hegseth Segundo ele, porém, a alternativa é uma escalada militar. "Se o Irã não estiver disposto a fazer um acordo, os EUA lançarão bombardeios ainda mais intensos", afirmou, ressaltando que "sem um acordo, a guerra vai se intensificar ainda mais".
Hegseth também declarou que uma mudança de regime ocorreu no Irã e disse esperar que a nova liderança seja "mais sábia que a anterior". Ele afirmou ainda que "não há nada que o Irã possa fazer" para evitar o avanço das operações americanas no curto prazo e que os ataques seguem causando destruição em massa no país persa.
Na mesma coletiva, o general Dan Caine detalhou a atuação militar dos EUA, afirmando que as forças continuam a atingir instalações-chave de fabricação e pesquisa no Irã. Segundo ele, os ataques têm como objetivo destruir as capacidades de mísseis balísticos do país.
Caine acrescentou que a Marinha americana está focada em neutralizar a capacidade iraniana de lançar minas marítimas e afirmou que mais de 150 embarcações da Marinha do Irã já foram destruídas. Ele indicou que a campanha busca reduzir de forma significativa a capacidade operacional das forças iranianas.
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.