Mohsen Soltani Tehrani, encarregado de negócios interino do IrãReprodução/ internet
A medida é uma resposta a um comunicado do Ministério das Relações Exteriores iraniano com "acusações falsas, ofensivas e improcedentes" contra a Argentina e suas autoridades, explica um comunicado.
A Argentina "não tolerará agravos, nem interferências de um Estado que não cumpriu de maneira sistemática suas obrigações internacionais e que persiste em obstruir o avanço da justiça", acrescenta o texto.
O governo argentino ressaltou ainda a "persistente recusa" do Irã em cooperar com a Justiça no caso do atentado contra a AMIA, assim como a violação de ordens internacionais de detenção e extradição.
Em 17 de março de 1992, uma caminhonete repleta de explosivos que avançou contra a embaixada de Israel deixou 22 mortos e mais de 200 feridos. Dois anos mais tarde, outro ataque contra a mutual judaica AMIA matou 85 pessoas.
A Justiça argentina atribui os dois atentados, que permanecem impunes, ao Irã.
Há dois dias, a Argentina havia declarado a Guarda Revolucionária do Irã como "organização terrorista", uma posição alinhada com os interesses dos Estados Unidos e de Israel, aos quais o presidente Javier Milei oferece seu total respaldo na guerra no Oriente Médio.

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