Autenticidade da foto foi confirmada pelas Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês)Reprodução / Redes sociais

Uma imagem que mostra um soldado israelense destruindo uma estátua de Jesus Cristo, em um vilarejo cristão no sul do Líbano, circulou nas redes sociais neste domingo (19). O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que o caso será punido com "medidas severas".
A autenticidade da foto foi confirmada pelas Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês), que abriram uma investigação e afirmaram que o caso será tratado com "extrema gravidade". O episódio pode levar à prisão do agente e ao seu julgamento em um tribunal militar.
"Fiquei chocado e triste ao saber que um soldado das FDI (Forças de Defesa de Israel) havia danificado um símbolo religioso católico no sul do Líbano", escreveu Netanyahu na rede social X.

"Condeno este ato nos termos mais enérgicos. As autoridades militares abriram uma investigação criminal e tomarão medidas disciplinares severas contra o autor", acrescentou.
Na manhã de segunda-feira, o Exército israelense anunciou que confirmou a autenticidade da imagem.

A estátua fica na localidade cristã de Debel, no sul do Líbano, perto da fronteira com Israel.

A prefeitura de Debel informou à AFP que a estátua fica na cidade, mas não teve condições de confirmar se foi danificada.

O Exército israelense admitiu nesta segunda-feira, na rede social X, que é um incidente de "gravidade extrema" e que "a conduta do soldado é totalmente inconsistente com os valores que espera de suas tropas".

Acrescentou, ainda, que "serão tomadas medidas apropriadas contra todos os envolvidos", sem revelar detalhes, e informou que está trabalhando com a comunidade para "restaurar a estátua a seu lugar".

O ministro israelense das Relações Exteriores, Gideon Saar, condenou a ação, que qualificou como "vergonhosa e desonrosa".

"Acredito que serão tomadas as medidas severas necessárias contra quem cometeu esse ato repugnante", publicou no X.

"Pedimos desculpas por este incidente e a todos os cristãos cujos sentimentos foram feridos", acrescentou.

O Líbano foi arrastado para a guerra no Oriente Médio no início de março, quando o movimento pró-Irã Hezbollah lançou foguetes contra Israel em apoio a Teerã.

Israel respondeu com ataques em larga escala em todo o país e com uma invasão do sul.
* Com informações da AFP