'Marcados para morrer', disse Israel Katz, ministro da Defesa de Israel, em referência a líderes do HamasAFP
Odeh é o quarto chefe das Brigadas Ezedine al-Qassam que Israel afirma ter eliminado desde o início da guerra em Gaza.
Em um comunicado conjunto, o Exército israelense e a agência de segurança interna Shin Bet anunciaram a morte de Mohamed Odeh. Segundo a nota, ele havia sido nomeado chefe das brigadas após o assassinato de Ezedine al-Hadad em 15 de maio.
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que "o comandante do braço armado da organização terrorista Hamas em Gaza foi eliminado ontem [terça-feira, 26] e enviado para se reunir com seus companheiros nas profundezas do inferno".
Procurado pela reportagem, um integrante do Hamas afirmou que a esposa de Odeh e seus dois filhos também morreram no bombardeio aéreo. O cortejo fúnebre deve acontecer ainda nesta quarta-feira, na Cidade de Gaza.
O grupo nunca anunciou nem confirmou oficialmente Odeh como chefe das brigadas, mas ele estava há muito tempo no comando do serviço de inteligência e era uma das figuras de maior hierarquia do grupo que permanecia na Faixa de Gaza.
Na noite de terça-feira, uma fonte em Gaza relatou à reportagem um intenso bombardeio israelense no oeste da Cidade de Gaza.
"Marcados para morrer"
O ministro da Defesa reiterou o objetivo de Israel de acabar com o governo do Hamas no território palestino e mencionou um plano para o deslocamento de seus moradores.
"O plano para a migração voluntária a partir de Gaza também será implementado: tudo será feito no momento adequado e da maneira adequada", disse.
O deslocamento dos habitantes de Gaza foi um projeto inicialmente apoiado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mas depois descartado pelo republicano.
Em fevereiro, o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, denunciou planos "destinados a provocar uma mudança demográfica permanente em Gaza".
Seis mortos em ataques na terça-feira (26)
Mahmud Bassal, porta-voz da agência de Defesa Civil de Gaza, declarou que seis pessoas morreram em ataques israelenses no bairro de Rimal, na Cidade de Gaza, na noite de terça-feira.
Israel mantém o controle de 60% da Faixa de Gaza, incluindo todos os pontos de entrada e saída, enquanto a população se concentra na costa. Após o ataque do Hamas contra Israel em 2023, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu se comprometeu a localizar e eliminar os líderes e comandantes do movimento.
A ofensiva do Hamas de outubro de 2023 provocou a morte de 1.221 pessoas em território israelense, segundo um balanço da AFP baseado em dados oficiais do Estado hebreu.
A resposta de retaliação de Israel em Gaza deixou pelo menos 72.803 mortos, segundo o Ministério da Saúde do território, que atua sob a autoridade do Hamas.
Israel matou em Teerã, no Irã, o então chefe político do Hamas, Ismail Haniyeh, e Yahya Sinwar, líder do movimento em Gaza, amplamente considerado o cérebro do ataque de 7 de outubro.
Também matou Mohammed Deif, comandante por muitos anos do braço armado do Hamas, assim como Mohamed Sinwar, que sucedeu seu irmão Yahya como chefe em Gaza.
Os ataques israelenses também têm como alvo membros do Hamas no Líbano e comandantes do Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã e aliado do grupo palestino, incluindo seu líder Hassan Nasrallah, assassinado em Beirute em 2024.

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