Lei tailandesa sobre segurança em bares e casas noturnas é objeto de preocupação há muitos anosAFP
"O fogo se propagou muito rapidamente e atingiu o teto. Provavelmente, a principal causa das mortes foi a fumaça", explicou aos jornalistas o prefeito da cidade, Chadchart Sittipunt.
O centro de emergência Erawan anunciou o balanço de 27 mortos e 73 feridos, incluindo 41 hospitalizados, 25 deles em estado crítico.
As autoridades afirmaram nesta segunda-feira (13) que identificaram 10 vítimas, nove tailandesas e uma procedente do Laos.
Como algumas vítimas ocorreram perto da saída de emergência, as autoridades investigaram se a área estava bloqueada.
“Ouvi gritos visíveis de muitas pessoas que estavam lá dentro, era um caos”, declarou à AFP Kan Kutirat, um turista laosiano. Ele acrescentou que estava no bar no domingo por volta das 22h00 (12h00 de Brasília), quando avistou uma fumaça perto do palco.
"Estou deprimido. Vi muitos mortos e não sei o que aconteceu com as pessoas que ajudami", contou Surin Jaiharn, um mototaxista de 45 anos. Ele afirma que resgatou cinco pessoas usando panos para apagar as chamas, enquanto outro motorista retirava uma vítima do local.
"Todo mundo corria"
“Todo mundo corria, empurrando uns aos outros”, lembra Athipat “Ice” Wijarn, cujo grupo foi apresentado quando o incêndio foi declarado. O tecladista Kwang e o vocalista da banda Breeze morreram na tragédia.
"A maioria das vítimas correu para os fundos, onde havia banheiros sem saída. Pode ter sido devido ao pânico, porque havia fumaça", disse o primeiro-ministro. "A fumaça invadiu o local rapidamente".
Os primeiros elementos da investigação sugerem que havia “pontos cegos”, sem saída de emergência visível, afirmou o premiê .
“Não há qualquer indulgência caso as leis tenham sido violadas”, anunciava, enquanto se aguarda o relatório da investigação.
Triyarith Temahivong, funcionário do Ministério da Justiça, prometeu 300.000 bahts (quase 9 mil dólares, 46 mil reais) às famílias das vítimas fatais e até 80.000 bahts (2,4 mil dólares, 12 mil reais) para cobrir as despesas médicas de cada ferido.
Segundo a polícia tailandesa, o incêndio estava “sob controle” por volta das 2h de segunda-feira (16h de Brasília, domingo).
No bar, o cenário era de destruição, com várias janelas quebradas.
Suriyachai Rawiwan, chefe do serviço de prevenção de catástrofes de Bangcoc, afirmou que as autoridades chegaram ao local cinco minutos após o alerta. “Mas o fogo já havia se propagado por toda a área, o que dificultou o acesso”, disse.
“Quando entramos para a busca, encontramos mesas e cadeiras bloqueando o caminho por todos os lados, e o calor era intenso”, declarou Rawiwan à AFP.
A lei tailandesa sobre segurança em bares e casas noturnas é objeto de preocupação há muitos anos. Em 2022, 25 pessoas morreram no incêndio de um barco na província de Chonburi (leste). Em 2009, outra casa noturna sofreu um incêndio em Bangcoc durante o Ano-Novo, uma tragédia que deixou 67 mortos e mais de 200 feridos.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.