O Parque do Gericinó recebeu a visita de alunos de escolas estaduais e municipais que foram conhecer esse pedaço da Mata AtlânticaPMN / Mateus Carvalho
“Os adolescentes e também as crianças fizeram uma imersão no mundo natural para entender a importância da preservação do meio ambiente. Eles viram a exposição de animais silvestre e exóticos, e tiveram a chance de conhecer de perto diversas espécies de animais, com explicações sobre seus hábitos, habitats e a importância de sua preservação”, explicou Dean Senra.
Aluno do 1º ano do ensino médio do Colégio Estadual Professor Mário Campos, Pedro Henrique Cunha, de 15 anos, disse que joga bola no Parque todos os dias, às vezes também corre na pista ou caminha nas trilhas, porque mora na Rua Mário de Araújo, perto do Parque. “Nunca tinha visto outros animais além das cobras; vimos corujas e até um bicho preguiça”, contou entusiasmado o adolescente.
Ele estava acompanhado de um grupo de 200 estudantes de oito turmas do 1º ao 3º ano, sob supervisão de vários professores, entre eles, dois de biologia, e a diretora Carmem Silveira. “Somos convidados anualmente para vir aqui nesta data. O objetivo maior é olhar a natureza e somos todos de Nilópolis”, afirmou Carmem Silveira.
Recanto dos Bichos
Integrante do Recanto dos Bichos, o professor de biologia Vinícius Antônio mostrava aos estudantes a iguana, enquanto o colega falcoeiro Deived de Souza explicava como vive a coruja rasga-mortalha que trazia consigo. Mas coragem mesmo tinha a estudante de biologia Ester Godoy, que levava ao pescoço uma jiboia. Eles recebem cachê em trabalhos para televisão e doações em apresentações em instituições e escolas particulares.
A instituição é formada por 11 pessoas, incluindo um médico veterinário que é o responsável técnico. “ Desde 2015 não temos um espaço físico. Desenvolvemos projetos de educação ambiental, temos mais de 10 animais, que são devidamente instalados. Por exemplo, temos um cavalo cigano que fica em um haras em Vargem Grande. Fazemos trabalhos para a TV Globo e a Record e esse cachê permite mantermos esses animais”, explicou Deived de Souza.





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