Niterói: Comte Bittencourt foi reconduzido à presidência do CidadaniaDivulgação
Justiça suspende os efeitos de Congresso do Cidadania
Liminar concedida reconhece que 63% dos membros do Diretório não participaram da reunião extraordinária
Niterói - O desembargador Rômulo de Araújo Mendes, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), concedeu liminar suspendendo os efeitos da reunião do Diretório Nacional do Cidadania, realizada no dia 24 de fevereiro e do Congresso Nacional, ocorrido no último dia 4 de março, em São Bernardo do Campo. Com esta decisão, o Cidadania é presidido pelo ex-deputado estadual (RJ), Comte Bittencourt, eleito no Congresso Nacional do partido, realizado dia 6 de março, dois dias depois do encontro suspenso pela Justiça.
“Com esta decisão, o Cidadania retoma a normalidade democrática. Prevalece a vontade da ampla maioria do Diretório Nacional, que convocou e participou do Congresso realizado no último dia 6, conforme orienta o nosso estatuto”, comentou Comte, após a manifestação da Justiça.
A liminar concedida reconhece que 63% dos membros do Diretório não participaram da reunião extraordinária do dia 24, que marcou o Congresso do dia 4. De acordo com o estatuto do Cidadania, esta convocação exige o apoio da maioria absoluta do Diretório Nacional. A decisão do desembargador também suspende todas as deliberações do Congresso do dia 4, como a eleição do deputado federal (SP) Alex Manente para presidir o partido.
Já no Congresso do dia 6, 64 delegados de 20 estados presentes garantiram o quórum mínimo necessário para validar suas deliberações. Um novo Diretório Nacional com 101 membros foi escolhido e Comte Bittencourt foi eleito presidente da Executiva Nacional do Cidadania, que também conta com a presença da ex-deputada federal (MG) Luzia Ferreira, do ex-senador Cristovam Buarque entre outros membros históricos do partido. O encontro contou com 570 participantes.
Disputa pelo Cidadania
O impasse sobre a condução do Cidadania teve início em agosto de 2025, quando o ex-deputado Roberto Freire, que havia sido afastado da Executiva em 2023, retornou depois de quase dois anos para reassumir o partido, então presidido por Comte Bittencourt. Naquela ocasião a Justiça aceitou a recondução de Freire, mas determinou que fosse realizada uma reunião do Diretório Nacional para definir democraticamente a composição da Executiva Nacional. Na reunião, Freire não aceitou colocar em votação uma chapa para a Executiva Nacional apresentada pela ex-deputada federal Luzia Ferreira, e subscrita pela ampla maioria do Diretório.
O grupo majoritário não reconheceu a legitimidade do congresso marcado por Freire e convocou um Congresso Nacional com a presença da maioria absoluta dos membros do Diretório, seguindo, portanto, as normas previstas no estatuto do Cidadania. Neste segundo encontro, Comte Bittencourt foi reconduzido à presidência.

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