Paulo Rosenbaumdivulgação
― Isaiah Berlin
Os ataques terroristas de 07/10 contra civis no sul de Israel, onde 1.200 pessoas a maioria de civis, entre os quais homens, bebês, crianças e mulheres, foram massacradas, submetidas à vivissecção, estupros e incineração deu início a uma dramática mudança geopolítica no Oriente Médio. Lá, onde 253 pessoas foram sequestradas, 20 delas ainda seguiriam vivas, retidas pelo exército composto por inimigos da humanidade.
A palavra antissemita, foi um termo cunhado por um jornalista alemão no final do século XIX para contornar a palavra judenhass, cujo significado é ódio aos judeus. O objetivo tinha como função abrandar e manter o conceito mais vago e menos explicito. O termo que reuniu as palavras “anti” e “semita” foi enfim elaborado dar uma terminologia mais asséptica e confortável para se referir à atitude racista.
Sim, pois o monoteísmo também se refere, simbolicamente, à singularidade de cada sujeito. Trata-se de uma concepção intolerável para aqueles que elevam o Estado à altura de uma deidade substituta. Para eles o sujeito não passa de um resíduo que precisa ser anulado e reduzido a um papel insignificante.
Devem seguir estoicos? Viver em negação? Seja lá qual for a resposta, a luta contra o racismo é de todos, como já havia antecipado o sobrevivente do holocausto e prêmio Nobel da paz, Elie Wiesel. De todos aqueles que apreciam o mundo livre, e daqueles que intuíram que o totalitarismo germina sob este tipo de sentimento. Primeiro elegem uma cultura como alvo, para, em seguida, propagar intolerância contra todos.
É urgente dar sequência ao grande serviço: impedir que as sociedades sigam regidas pelo instinto do ódio, ele é contagioso. Aceita-lo seria a consagração do grande objetivo dos fanáticos em seu longo e sistemático trabalho de sabotar a civilização.
Nós estamos.
E vocês?

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