Marcos LuzDivulgação

A memória esportiva é um patrimônio imaterial que preserva não apenas resultados e conquistas, mas também emoções, exemplos e histórias que moldaram o nosso amor pelo esporte. Valorizar os ídolos é reconhecer aqueles que ajudaram a construir essa trajetória, que inspiraram gerações com talento, garra e paixão. Cuidar da memória esportiva e dos nossos heróis é manter viva a identidade de um povo e garantir que o passado continue a inspirar o futuro.

É por isso que o FlaMaster merece todos os aplausos. Criado e idealizado há quase quinze anos pelo saudoso Adílio, o projeto mantém viva a chama rubro-negra e celebra aqueles que escreveram as páginas mais gloriosas da história do clube. Adílio já nos deixou, mas o legado que construiu permanece firme. Hoje, o FlaMaster, sob a liderança de Andrade, Júlio César e Carlos Henrique Kikinho, segue encantando torcedores por todo o país.

Mais do que partidas de exibição, o FlaMaster é um ato de reverência à memória. É um espetáculo de nostalgia e gratidão que resgata o que há de mais bonito no futebol: O respeito à história e o amor à camisa. Em campo, ex-jogadores que marcaram gerações voltam a vestir o manto sagrado e com alegria e emoção, revivem momentos de glória. Fora dele, inspiram crianças, jovens e adultos a compreender o verdadeiro significado de ser Flamengo.

O trabalho do FlaMaster vai muito além das quatro linhas. Tem relevância esportiva, cultural, educacional e social, pois preserva a memória do clube e valoriza o ídolo, algo que o futebol brasileiro, infelizmente, ainda trata com descuido. Em muitos países, ex-jogadores são tratados como patrimônios nacionais. Aqui, muitas vezes, são esquecidos. O FlaMaster prova que é possível fazer diferente: Unir entretenimento, história e amor ao futebol em um mesmo projeto.

Atualmente o time vive grande fase e possuí uma agenda intensa. No último final de semana, participou das comemorações pelos 62 anos da cidade de Engenheiro Paulo de Frontin, no próximo domingo, a equipe se apresentará em Mendes e até o fim do ano já há diversos compromissos marcados no Rio de Janeiro e até na Bahia. Onde o FlaMaster vai, o Flamengo é celebrado e a chama rubro-negra se renova.

O futebol brasileiro precisa olhar para esse exemplo. Cuidar de sua história é cuidar de si mesmo. A CBF assim como as federações estaduais deveriam tratar com mais carinho os ex-atletas que escreveram a história do futebol brasileiro.

O FlaMaster mostra que os ídolos não envelhecem, apenas se tornam eternos.

Marcos Luz é empresário da comunicação e incentivador do esporte