Douglas RuasDivulgação
Políticas públicas sustentáveis e planejamento urbano integrado transformam a vida de quem vive nas cidades
Mais de 85% dos brasileiros vivem hoje em áreas urbanas. É nas cidades que enfrentamos os grandes desafios do nosso tempo — do crescimento desordenado aos impactos das mudanças climáticas. Mas também é nelas que estão as soluções capazes de definir o nosso futuro.
O Dia Mundial das Cidades, que foi celebrado em 31 de outubro, nos convida a refletir sobre como planejamos e transformamos nossos espaços urbanos. Não basta expandir: é preciso planejar com propósito, garantindo qualidade de vida, mobilidade e sustentabilidade para todos.
Na Secretaria de Estado das Cidades, temos o compromisso de construir políticas públicas que preparem os municípios fluminenses para um futuro mais humano e resiliente. Cada projeto nasce da integração com as prefeituras, atendendo às suas demandas nas áreas de saneamento, mobilidade e meio ambiente.
Entre os exemplos estão a Ponte Cláudio Moacyr, em Macaé, que melhorou a mobilidade; o projeto MUVI, em São Gonçalo, que redesenha o espaço urbano para devolvê-lo às pessoas; e a reurbanização da Avenida 22 de Maio, em Itaboraí, que tornou o trânsito mais fluido e o ambiente urbano mais seguro e acessível.
Essas ações têm algo em comum, e colocam as pessoas no centro das decisões. Esse conceito — a mobilidade humana — vai além da construção de vias. Relaciona deslocamento com bem-estar, tempo e qualidade de vida. Quando a cidade é pensada para as pessoas, elas ganham tempo para estar com a família, se exercitar e viver melhor.
A sustentabilidade é outro eixo estruturante. Investir em infraestrutura verde significa pensar na cidade como um ecossistema vivo: arborizar ruas, implantar telhados verdes, incentivar o reúso da água e adotar soluções que reduzam o calor e ampliem as áreas de convivência. O Parque RJ São Gonçalo, com seus telhados sustentáveis, é exemplo de como inovação urbana e conforto ambiental podem andar juntos.
As diretrizes debatidas na Conferência Estadual das Cidades apontam o mesmo caminho. Ac idades sustentáveis e resilientes exigem planejamento integrado, gestão cooperativa e financiamento estruturado. Entre as propostas, estão fundos estaduais de desenvolvimento urbano, incentivo ao transporte cicloviário e ampliação da acessibilidade universal, assegurando o direito de ir e vir com autonomia.
Ao alinhar mobilidade, meio ambiente e inclusão social, promovemos um ciclo virtuoso, já que cidades mais equilibradas geram cidadãos mais saudáveis, produtivos e conectados com o lugar onde vivem.
Neste Dia Mundial das Cidades, reafirmamos um compromisso coletivo. O futuro que desejamos começa nas decisões que tomamos agora. Planejar com visão, investir com responsabilidade e agir com empatia é o que fará das cidades espaços onde todos possam viver, trabalhar e sonhar.
* Douglas Ruas é Secretário de Estado das Cidades

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