Paulo César Régis de SouzaDivulgação
Não é admissível que o INSS, como a autarquia maior distribuidora de renda do país, atendendo a 40 milhões de segurados, pagando anualmente um trilhão de reais, não tem recursos financeiros para pagar seus servidores.
A arrecadação previdenciária, a 2ª maior do país, só perdendo para a Receita Federal, ressaltando que após a centralização da receita no Tesouro, passamos a desconhecer o verdadeiro caixa previdenciário e, como patinho feio fomos acusados de deficitários, quando na realidade o déficit é de origem rural que apesar de grande e poderoso, é quase isento de contribuição.
Atualmente, os servidores previdenciários trabalham em home office. Os equipamentos usados para o desenvolvimento dos trabalhos, são os de uso pessoal, celular, notebook, wi-fi, água etc., e até agora o INSS não se preocupou em fornece-los, ou oferecer uma linha de crédito junto aos bancos estatais para aquisição dos mesmos e, nem aprimorar os sistemas da Dataprev, que recentemente ficaram três dias inoperantes, inviabilizando a produtividade desses abnegados servidores.
O INSS não provê nada, nem mesmo treinamento. Pergunto: como o INSS irá formar especialistas e futuros dirigentes para a o e fortalecimento da casa?
Mas fica aqui a pergunta que não quer calar: com a negativa do pagamento do bônus será possível a exigência de manutenção da produtividade?
O número de servidores é ínfimo por falta de concurso e aposentadoria e, só o servidor concursado pode conceder benefícios, portanto a terceirização nunca foi solução para os 2 milhões de processos represados e vidas aflitas por esse represamento. Vamos robotizar o serviço? Mas esse procedimento não prescinde da atuação humana. Estamos a beira do caos.
Nossos servidores são tratados com certo demérito, demonstrado em relação aos seus pleitos que ao pedirem o reajuste do vale alimentação em 35%, só está sendo oferecido 17,5% e, o pobre do aposentado nem vale alimentação recebe, o que dirá reajuste. Continuarão todos a comer feijão, arroz e as vezes carne.
Avizinha-se uma reforma administrativa, cujo foco é o servidor e, como os seus direitos já foram quase todos subtraídos, surgiu uma idéia: vamos acabar com o direito de pagamento administrativo de diferenças de remunerações, todas deverão ser pagas judicialmente. E, como a justiça é demorada haverá uma postergação de pagamentos dos direitos do servidor. Um escárnio.
Então, senhores parlamentares, minha sugestão é uma emenda pix. Como é para liberar quase 2 milhões de processos e, assim pagar nossos velhinhos, acredito que o nosso ministro Dino não irá se opor.
A Previdência está ferida de morte, senhores parlamentares. Bora pagar o bônus de quem trabalha.
Emenda pix já.

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