Na antiga Páscoa, os sofrimentos sem fim encontraram um fim no além mar. Uma Terra Prometida prometia a Terra. Um Maná era oferecido para o alimento dos sonhos. E águas começaram a jorrar, quando a secura dos dias parecia secar a esperança.
Na madrugada do dia, o sol raiou alegria.O túmulo aceitou o vazio para esvaziar da vida a morte.É Páscoa. É passagem.
A passagem pela vida nos oferece liberdade.Errados, aceitamos a escravidão.A escravidão nos desumaniza.
Na antiga Páscoa, os sofrimentos sem fim encontraram um fim no além mar.Uma Terra Prometida prometia a Terra.Um Maná era oferecido para o alimento dos sonhos. E águas começaram a jorrar, quando a secura dos dias parecia secar a esperança.
Na passagem pela vida, muito tempo depois, um homem, com seus olhos de olhar, com seus ouvidos de ouvir, com seus braços de abraçar os desabraçados, foi pregado na cruz.O silêncio triste do mundo se confundiu com uma noite sem fim.Pregar na cruz o pregador do amor.
Gritaram gritos sem sentido, gritos sem sentimentos.E nublou a vida.
A noite sem fim chegou ao fim na madrugada de hoje.E por que escravizaram o povo naquele tempo dos Faraós? E por que as vozes confundiram as vozes e o povo se voltou contra Jesus, tempos depois, tempos antes dos nossos tempos?
Só uma gente morta seria capaz de matar o amor. As paisagens pareciam vazias de vida, há muito tempo.Vazio ficou o túmulo.E Jesus, depois da ceia da comunhão, depois do ensinamento da humildade no lava-pés, depois de desdizer os que o queriam rei de reinados transitórios, aceitou subir o calvário, com o madeiro da cruz.
Aceitou o cair e o levantar, sem jamais cair.Sangrou na coroa das humilhações. Doeu a humanidade inteira no inteiro daquela cruz.E, antes de morrer, perdoou. Compreendeu as ignorâncias. Os arroubos. Os que seguiam outros e não o próprio coração.E o coração do homem, filho de Deus, parou.
O coração do homem, filho de Deus, jamais parou.Nem a sepultura o segurou.Seguremos essa imagem. Pensemos no silêncio daquela espera.
E, na madrugada da Páscoa, a passagem era a vida fazendo os seus raios de luz iluminarem a humanidade.E, na madrugada da Páscoa, amanheceu e amanhece vida em quem aceita sepultar o que sepulta a vida.
E crianças, as mesmas tão amadas por Jesus, nos tempos de hoje, brincam com os coelhos, símbolos da fertilidade. Comem os ovos que significam vidas que não cessam de nascer. E, também, vidas com potência de viver.E os chocolates lembrando que tudo pode ser mais doce, se doce formos.Afinal, bondade gera bondade como gentileza gera gentileza.
Na madrugada do dia, o sol raiou a alegria.Quem pensa demitir a alegria pense um pouco mais.Quem para diante da morte. Pare de parar.Prossiga sabendo que prosseguiremos.E prosseguiremos melhor, se vivermos o ensinamento do Homem de Nazaré.E um sorriso sorrirá ressureição em nossas vidas.
A vida prometida para depois é vida, todos os dias, na vida que temos.Basta sorrirmos ressureição. Basta nos livramos das amarras que nos prendem ao que nos sepulta.E olharmos nos olhos Dele. Do Deus humanizado para humanizarmos o mundo.Na simplicidade de um domingo amanhecendo. Resplandecendo beleza, enquanto boa parte de nós dorme o sono dos desperdícios.
Um sol de alegria alegrou o mundo. É Páscoa.Então, sorria a vida que renasce em você.

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