Raul VellosoReprodução
“Graves problemas fiscais”. Nagamine começou chamando a atenção de todos para o fato de o Brasil se encontrar hoje em uma grave ou muito frágil situação fiscal, algo que tem por trás várias causas, incluindo, seguramente, a situação previdenciária, uma causa importante da fragilidade fiscal do Estado brasileiro e sujeita a várias consequências, sendo que entre essas o que se tem na verdade é um Estado que absorve muita poupança privada em um País com baixa poupança agregada, e, consequentemente, com baixa taxa de investimento como resultado. Em adição, trata-se de um País com baixa poupança e baixo investimento agregado e, por consequência, um que dificilmente conseguirá manter crescimento econômico sustentável. Para tanto, seria preciso manter altas taxas de investimento.
Voltando, contudo, à questão fiscal, com base em gráfico que poderá ser obtido por solicitação ao autor deste artigo por meio do e-mail raulvelloso45@gmail.com, na sequência do evento do dia 22/05 o que se vê é a elevação sistemática do déficit nominal, que inclui a despesa de juros, de janeiro/03 a dezembro/25, medido em fluxos acumulados em 12 meses, ou seja, as necessidades de financiamento do setor público (NFSP) – ou o resultado nominal -- para esse mesmo período, e o que se vê, de cara, é que, desde 2014, há um processo de deterioração muito forte, tendo, em adição, e por trás, um repique por conta da pandemia, embora por ali viesse se mantendo um déficit nominal ao redor dos R$ 400 bilhões médios anuais, sendo que, nos últimos anos, esse déficit teria subido até a casa de R$ 1 trilhão médio anual, conforme se pode constatar no gráfico acima referido.

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