Estudantes e idealizadores do projeto se reuniram para encontro de educação ambientalDivulgação

Jovens de Paracambi, na Baixada Fluminense, estão participando de um projeto de educação ambiental voltado à identificação de problemas e à elaboração de propostas para a preservação do meio ambiente no município. A iniciativa “Jovens Líderes pelo Clima” resultou na produção de uma cartilha que aborda desafios como poluição de rios, proteção de nascentes, saneamento básico, desmatamento, tráfico de animais e desigualdades relacionadas aos impactos das mudanças climáticas.
O projeto é desenvolvido pela organização Onda Verde em convênio com a Transpetro, subsidiária da Petrobras, e conta com apoio do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ – Campus Paracambi) e da Prefeitura de Paracambi. O Instituto de Educação Ambiental e Ecoturismo (EAE) também participa das atividades de orientação aos jovens.
A cartilha elaborada pelos alunos da turma II relaciona problemas ambientais identificados no território aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas. O material também apresenta possíveis ações de preservação e discute conceitos como justiça climática e racismo ambiental.
Entre as principais preocupações estão as condições dos recursos hídricos. O documento destaca nascentes, o Rio dos Macacos e a Bacia do Rio Guandu, além de chamar a atenção para os efeitos da poluição e da falta de saneamento sobre os cursos d'água.
Proteção de rios, fauna e flora
Uma das participantes, identificada como Thamiris, destacou a importância das nascentes para o abastecimento e para o equilíbrio ambiental. “A poluição ameaça a vida e a ausência de políticas públicas impactam diretamente nos corpos hídricos. As nascentes são fundamentais para o ODS 6, que trata do acesso à água potável e ao saneamento”, afirmou.
O projeto também discute os impactos provocados pela ação humana sobre a fauna e a flora de Paracambi. Entre os problemas apontados estão o desmatamento e o tráfico de animais silvestres. A cartilha cita espécies que precisam de proteção, como curió, falcão-caburé, teiú, gato-maracajá, onça-parda e macuco.
Outro eixo do trabalho é a justiça climática. Os participantes discutem como populações em situação de maior vulnerabilidade social podem ser atingidas de maneira mais intensa por problemas ambientais e pelas consequências das mudanças climáticas. Entre as propostas apresentadas estão a formação de redes de apoio, plantios em áreas públicas e mutirões de limpeza.
Além da conscientização, a iniciativa reúne alternativas práticas para a conservação ambiental. Uma delas é o chamado Método Caxambu, técnica que utiliza solo-cimento e tubulações para proteger nascentes e preservar o fluxo natural da água.
Os jovens também receberam orientações sobre plantio e preservação da vegetação. A proposta é fazer com que o conhecimento produzido durante as atividades seja aplicado no próprio território e estimule a participação dos moradores na conservação ambiental.
A cartilha reúne o conteúdo desenvolvido pelos estudantes e sistematiza os principais problemas identificados, além das propostas discutidas ao longo do projeto. O material foi disponibilizado gratuitamente em formato digital.