Escritora Luciana de GnoneDivulgação/Organização Flip

Paraty - A literatura policial contemporânea feita no Estado do Rio de Janeiro terá voz na abertura da FLIP 2025, em Paraty, na costa verde, com a participação da escritora Luciana de Gnone e do autor Rodrigo Santos, em uma mesa dedicada à relação entre crime e cidade nas narrativas de suspense. A dupla entra em cena no próximo dia 31, às 16h30. 
Os dois participam da mesa “A cidade como personagem na literatura policial”, na casa LIBRE, com mediação de Camila Perlingeiro, da Mapa Lab. O encontro convida o público a refletir sobre como o ambiente urbano — com suas ruas, becos, desigualdades e memórias — estrutura tramas de mistério, transformando-se em um personagem ativo que conduz a narrativa e revela as fissuras da sociedade.

Rodrigo é autor dos romances “Macumba” (Mórula) e “Fogo nas Encruzilhadas” (Periferias), transita entre o noir e o fantástico com forte presença da religiosidade afro-brasileira e de temas contemporâneos como violência urbana, racismo e masculinidade. Também publicou os livros de contos Carcará (Malê), Rinha (Mapa Lab) e A vida é uma série de acontecimentos estranhos e mágicos (Oficina Raquel), além de livros de poesia e coletâneas no Brasil e na França.

Luciana de Gnone, por sua vez, é autora de romances como Evidência 7 e Crimes em Copacabana, nos quais explora crimes, dilemas morais, violência de gênero e relações humanas sob o olhar de protagonistas femininas. Além da mesa em parceria com Rodrigo, ela também será mediadora da conversa “O tempo e o desejo”, ao lado das escritoras Heloisa Seixas e Julia Romeu, no dia 2 de agosto, às 10h30, na casa Caixa de Histórias. Luciana também apresenta o audiolivro Nada fica escondido para sempre com uma experiência interativa em Paraty: um enigma policial no qual o público é convidado a solucionar um assassinato fictício, em ação realizada em parceria com o selo Audisseia.

A presença de Rodrigo e Luciana na FLIP 2025 reforça o bom momento da ficção policial brasileira, que vai além do entretenimento para tocar em questões estruturais da sociedade. Ambos se destacam por uma escrita que cruza perspectivas periféricas, femininas e urbanas — e que fortalece a diversidade de vozes no gênero.
Luciana, autora radicada no Rio com seis romances protagonizados por mulheres, e Rodrigo, escritor, roteirista e professor nascido em São Gonçalo, cuja obra mergulha nas tensões sociais e espirituais das periferias urbanas.
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