Ângela BrandãoDivulgação
Paraty - A novela “A verdade é vagabunda” foi uma das atrações de ontem, (1⁰), na Casa Urutau na 23ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). O livro aborda questões como saúde mental, violência de gênero e disputa de narrativas, com assinatura de Lina Borbi. É um heterônimo usado pela artista Angela Brandão em parte das obras que cria. Ela conversou com leitores sobre o texto publicado pela editora Urutau, na casa da Rua do Comércio 33.
O livro é um suspense psicológico com a história de uma mulher mantida em cativeiro dentro de casa. Silenciada, a personagem tenta estabelecer o diálogo, oferecendo ao sequestrador o que tem de mais valioso: os rascunhos guardados em um caderno. As rasuras e a mistura de tempos narrativos formam as peças de uma trama surpreendente.
Autora, atriz e cantora
Angela Brandão vive e trabalha nos EUA como atriz e tradutora. Ela se formou em Comunicação Social pela PUC-Rio e tem dois outros livros publicados, “Quarentena Amorosa” e “Fio de Corte”, além de uma carreira de compositora e cantora na MPB.
Como Lina Borbi, além de “A verdade é vagabunda”, assina o roteiro e a direção do curta-metragem “Enquanto ela fala”, também sobre mulheres. O filme foi premiado recentemente no Sydney Women's International Film Festival, na Austrália, no Voices of Women Short Film, nos EUA, Austrália e Quênia, no Remember The Future World Film Festival em Cannes e no Berlin Short Film Awards.

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