Guilherme Fonseca acredita que a partir da parceria, problemas causados por alagamentos terão solução Foto Divulgação
Parceria com UFRJ sinaliza para o fim das enchentes em Porciúncula
Articulação foi feita pelo governo municipal, junto à Escola Politécnica da universidade; assinatura está prevista para sexta-feira
Porciúncula – As enchentes provocadas, principalmente, pelo transbordamento do Rio Carangola, que afetam há anos a população de Porciúncula (RJ), especialmente no período do verão, estão com os dias contados. A solução passa por uma parceria que o governo municipal assina, na próxima sexta-feira (23), com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
A articulação foi feita pelo prefeito Guilherme Fonseca, para desenvolvimento de um estudo técnico de modelagem das cheias urbanas no município, a partir de um diagnóstico detalhado das inundações fluviais e urbanas. A assinatura do Acordo de Cooperação está prevista para as 14h, no Salão Nobre da Decania, no 2º andar do Bloco A, na Cidade Universitária, no Rio de Janeiro.
Na avaliação do prefeito, a iniciativa marca um novo capítulo no enfrentamento de um dos problemas mais graves e recorrentes da cidade: “Os estudos e os seus desdobramentos serão relevantes para Porciúncula e demais municípios do noroeste e norte fluminense. Significa que várias cidades serão beneficiadas com as medidas estruturais”.
Fonseca lembra que sua gestão vem adotando medidas emergenciais de prevenção: “O nosso objetivo é ter acesso e em definitivo a uma documentação elaborada pelos melhores especialistas do Brasil no tema e prosseguir nossos esforços políticos em busca de uma solução, se não for definitiva, que seja quase isso. A parceria com a UFRJ representa um avanço estratégico”.
Coordenador do projeto e professor da Escola Politécnica, Marcelo Gomes Miguez resume que “o trabalho considera um cenário complexo, no qual estruturas tradicionais de macrodrenagem - como rios, canais e galerias - não conseguem conter os volumes de água, fazendo com que o escoamento ocorra também pelas ruas, comprometendo o funcionamento da cidade”.

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