Rio - As duas moradoras baleadas durante operação no Complexo do Salgueiro, na Região Metropolitana do Rio, tiveram alta no final da noite desta quinta-feira (23). Roseni Paulino Dias, 53 anos, e Sonia Maria da Silva, 62, estavam internadas no Hospital Estadual Alberto Torres, após o confronto que deixou 13 suspeitos mortos e mais dois presos, sendo um deles baleado, que deu entrada na unidade de saúde se passando por morador, mas está preso sob custódia.
De acordo com a neta de Sonia Maria, que preferiu não se identificar, a avó estava indo buscar uma receita médica no Posto de Saúde da Palmeira, para conseguir comprar remédios em uma farmácia por um preço melhor, quando acabou sendo atingida por um disparo. Ela foi socorrida por militares em um caveirão.
O suspeito baleado, Felipe Marques da Silva, 38 anos, está preso sob custódia no hospital após passar por cirurgia e ter o pé amputado. O estado de saúde dele é estável. Ele deu entrada na unidade de saúde se passando por morador, no entanto, contra ele já havia um mandado de prisão em aberto desde 2019.
O outro criminoso, Eduardo Lisboa Fonseca, foi ferido na cabeça e não precisou ficar internado. Ele deu entrada na unidade usando uma roupa camuflada e é foragido do estado do Pará.
Nesta sexta (24), a Secretaria de Educação de São Gonçalo suspendeu as aulas em escolas da região. A Polícia Militar informou que o policiamento ostensivo do 7ºBPM (São Gonçalo) está intensificado no Complexo do Salgueiro.
A operação
A ação das polícias civil e militar contou com o apoio de cinco blindados, dois helicópteros e 80 homens, entre membros do Bope, da PM, do Core da Polícia Civil, e ainda agentes da polícia do Pará. Diversas armas como pistolas, 13 fuzis, espingarda, revólver e metralhadoras foram apreendidas. O objetivo era o cumprimento de mandados de prisão contra lideranças de outros estados que estariam abrigados no complexo.
Dentre os mortos identificados na ação está Leonardo Costa Araújo, o Leo 41, que é apontado como um dos chefes da facção no Pará. O criminoso seria um dos responsáveis por série de ataques no estado do Norte contra agentes de segurança pública. Ao todo, desde 2021, mais de 40 agentes foram mortos no Pará. O grupo comandado por Léo ainda seria responsável por ter orquestrado o assalto no Village Mall, na Barra da Tijuca, em junho do ano passado, que terminou com um segurança morto.
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