PF cumpre 14 mandados de busca e apreensão na operação 'Sem Mega', em Angra dos Reis
Segundo as investigações, uma empresa de internet e traficantes da região se associaram para estabelecer uma troca de favores, onde a instalação de câmeras nas comunidades permitiam o monitoramento de ações policiais
Cerca de 60 policiais federais cumprem 14 mandados de busca e apreensão e miram desarticular associação criminosa - Divulgação / Polícia Federal
Cerca de 60 policiais federais cumprem 14 mandados de busca e apreensão e miram desarticular associação criminosaDivulgação / Polícia Federal
Rio - A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (4), a operação "Sem Mega", em que são cumpridos 14 mandados de busca e apreensão nos municípios de Angra dos Reis, na Costa Verde, Nilópolis, na Região Metropolitana e na capital. Objetivo é desarticular uma associação criminosa que praticava tráfico de drogas, extorsão, lavagem de dinheiro e uso de internet clandestina.
De acordo com a PF, as investigações iniciaram em setembro do ano passado e a apuração concluiu que uma fornecedora de internet teria se associado a traficantes com o intuito de impedir que outras empresas instalassem serviços de telecomunicação nas comunidades de Angra dos Reis. Essa associação permitia que a fornecedora de internet investigada instalasse câmeras para os integrantes do tráfico, que serviriam para monitoramento de ações policiais.
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De acordo com o setor de inteligência, os traficantes retiravam e danificavam os equipamentos de outras empresas para possibilitar que a fornecedora instalasse seus aparelhos.
O nome da operação, “Sem Mega”, se deu pela relação entre o pacote básico fornecido pela empresa investigada, de 100 megas de internet, e pelo fato de que os moradores ficavam sem internet após os equipamentos de outras empresas serem retirados por traficantes.
Na ação, cerca de 60 policiais federais cumprem os mandados, expedidos pela 1ª Vara Criminal da Comarca, e os investigados responderão pelos crimes de associação criminosa, tráfico de drogas, extorsão, lavagem de dinheiro e internet clandestina. As penas máximas dos crimes podem chegar a mais de 30 anos de reclusão.
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