O Colégio Brigadeiro Newton Braga fica localizado na Ilha do Governador, na Zona Norte do RioGoogle Street View
A corporação informou ainda que abriu um procedimento interno para apurar a conduta do agente. De acordo com o comando do 17° BPM (Ilha do Governador), após a denúncia, houve um desentendimento entre as partes e o policial acabou detido por militares da Força Aérea Brasileira.
Em nota, o colégio reforçou que repudia condutas que não representam os valores, a dedicação e o trabalho do efetivo em prol do cumprimento de sua missão institucional. "O CBNB é uma Organização de Ensino Assistencial da Aeronáutica com mais de 60 anos de atuação. A Instituição tem como missão ofertar ensino de qualidade, agregado à formação integral, ética e moral, princípios e valores cultivados no âmbito da Força Aérea Brasileira (FAB)", disse em comunicado.
De acordo com o Sinasefe, o professor, que também é coordenador-geral do sindicato, foi violentamente agredido no estacionamento da escola. “Esse é mais um caso da onda de violência neofascista vivida pelas escolas no país e, no CBNB, não é diferente. Importante destacar que o professor Gustavo vem sofrendo perseguição política no CBNB nos últimos anos e, não por coincidência, desde o início do governo Bolsonaro”, justificou em comunicado.
O sindicato alegou ainda que Gustavo é professor da Aeronáutica há 39 anos, sindicalista pelo mesmo período, e que sempre teve em suas avaliações funcionais anuais excelentes notas e nunca havia sofrido processo disciplinar até o governo Bolsonaro.
“Após a suspensão das eleições internas para diretor e representantes no CBNB, foram abertos 3 Processos Administrativos Disciplinares (PAD) contra o professor Gustavo, sendo que o primeiro decidiu pela sua inocência, com declaração do Ministério Público nos autos do processo de tratar-se de perseguição política. O segundo PAD foi suspenso também pela Justiça Federal pela mesma razão e, no mês passado, novo PAD foi aberto”, disse.
Por fim, a associação informou que repudia quaisquer ações de perseguição, mas não se pronunciou sobre a denúncia de assédio. “A escola deve ser lugar de convivência pacífica, de diálogo e da boa formação humana! Desse modo, esta Seção Sindical declara absoluta solidariedade ao professor Gustavo e afirma que lutará incessantemente para que episódios como esse não se repitam! Diga não à violência nas escolas e à uma das suas faces mais perversas e covardes: a perseguição política!”, finalizou.
Professores demitidos por assédio
Em abril do ano passado, a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Rio de Janeiro (OAB-RJ) recebeu uma denúncia de um grupo de alunas e ex-alunas do Colégio Brigadeiro Newton Braga, que alegaram terem sofrido assédio sexual por dois professores da instituição. Eles foram demitidos em janeiro deste ano após a conclusão do procedimento administrativo da instituição.

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