Depois 16 dias em coma, Guilherme Gandra teve alta de hospital na última terça-feira (27)Marcos Porto / Agência O Dia

Rio - A Polícia Civil tenta identificar e localizar os suspeitos que hackearam as contas nas redes sociais do menino Guilherme Gandra Moura, de 8 anos, que viralizou após acordar de um coma de 16 dias. Os criminosos clonaram o número de Tayane Gandra, mãe da criança, e utilizaram os perfis para pedir PIX e aplicar golpes financeiros nos seguidores.
De acordo com a Civil, o caso foi registrado na 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes) e encaminhado à 50ª DP (Itaguaí), que deu prosseguimento à investigação. As diligências estão em andamento.
Ao DIA, o delegado Marcos Santana Gomes informou que até o momento não há informações sobre o caso e que as investigações continuam. 
A denúncia foi realizada por Tayane no sábado (1º). Até esta segunda-feira (3), ela ainda não havia conseguido acesso ao seu WhatsApp e ao perfil do filho no Instagram.
"Os criminosos mudaram o PIN e o e-mail cadastrado. Com isso não consigo completar minha entrada com meu número de telefone. Foi tão sério que eles fizeram a portabilidade da minha operadora para outra operadora sem que eu tivesse conhecimento, sendo que pra mudar um simples plano dentro da própria operadora é necessário meu reconhecimento facial, documentos e ir presencialmente à loja. Agora eu pergunto: como os criminosos conseguiram fazer isso tudo lá de São Paulo? Indignada meu Brasil!", escreveu em seu perfil no Instagram.
Relembre a história de Gui
Guilherme Gandra Moura, o menino Gui, recebeu alta na tarde da última terça-feira (27) em um hospital na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. A família, emocionada, acompanhou a saída do menino. No dia 21, o vídeo do reencontro da mãe com o filho após ele passar 16 dias em coma viralizou nas redes sociais.
O menino, que é torcedor do Vasco e fã da Polícia Rodoviária Federal (PRF), deixou o hospital com a camisa do time do coração - presente do jogador Gabriel Pec - e recebeu a visita dos agentes. Na ida para casa, Gui contou com a escolta da PRF, que pelo caminho celebrou a alta tocando as buzinas. Ao chegar em casa, ele foi recebido por amigos e familiares com cartazes e mensagens de carinho.
A criança estava internada para tratar de uma pneumonia. Ele nasceu com epidermólise bolhosa distrófica, também conhecida como a 'doença da borboleta', que é uma condição genética rara que provoca a formação de bolhas na pele ao mínimo atrito ou trauma e se manifesta já no nascimento.