Defensora acusada de racismo contra entregadores apresenta atestado e não comparece à audiência
O 1º Juizado Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, na Comarca de Niterói, julga processo aberto pela servidora aposentada Cláudia Alvarim Barrozo contra os dois homens que a denunciaram
Defensora pública aposentada é acusada de injúria racial após chamar entregadores de 'macacos'
- Reprodução / Redes Sociais
Defensora pública aposentada é acusada de injúria racial após chamar entregadores de 'macacos'
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Rio - A defensora pública aposentada Cláudia Alvarim Barrozo, acusada pelo crime de injúria racial contra os dois entregadores, Eduardo Peçanha Marques e Jonathan Souza Mendonça, apresentou atestado médico e não compareceu a segunda audiência, nesta terça-feira (18), no 1º Juizado Criminal da Comarca de Niterói, Região Metropolitana do Rio. De acordo com o despacho da juíza Nearis dos Santos Carvalho Arce, uma nova data foi marcada para o dia 7 de novembro.
Durante a audiência, que começou ás 16h, o advogado da defensora apresentou o atestado médico comprovando a impossibilidade do comparecimento da mesma. Ainda na audiência, os representantes de Cláudia também comunicaram a desistência da oitiva de duas testemunhas.
O advogado de defesa Joab Gama de Souza, que responde pelos entregadores, solicitou a inclusão do relato de Jonathan como testemunha. Os dois homens que denunciaram comentários racistas da defensora pública aposentada são alvo no processo aberto após queixa-crime aberta pela acusada. O registro foi feito em outubro do ano passado.
"O acusado Eduardo nega de forma veemente todas as falaciosas acusações intentadas pela pseudo-vitima, Cláudia. Conforme se depreende de forma inequívoca pelo vídeo original, inúmeras reportagens veiculados na mídia nacional, além da confissão formal e circunstanciada em audiência especial, apenas houve ofensas por parte da própria acusadora", afirmou o advogado.
Ainda segundo ele, a estratégia da defensora e de sua defesa é de tentar inverter os fatos e criar uma "cortina de fumaça" para desviar o foco do crime de racismo cometido por ela. "Todavia, sua tentativa de inverter os fatos será inócua. Eduardo e Jonathas que são as vítimas e ao final tudo será devidamente comprovado e a justiça prevalecerá", finalizou o advogado.
Na primeira audiência, que aconteceu no dia 13 de março deste ano, uma das testemunhas ouvidas e arroladas pela defesa da defensora pública havia confirmado o que foi dito pelos entregadores. A testemunha confirmou que ouviu a palavra "macaco".
"Ele falou que ouviu uma discussão e quando chegou no local a senhora Cláudia estava gritando com os meninos e em um determinado momento ela chamou de 'macaco'. O depoimento da testemunha de defesa dela hoje afirmou tudo aquilo que está na denúncia, que ela cometeu o crime de injúria racial deliberadamente", contou o advogado, Joab Gama de Souza.
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