Ministro da Educação, Camilo Santana, e prefeito Eduardo Paes anunciam construção de novo campus do IFRJ no Complexo do AlemãoDivulgação/MEC
No dia 12 de julho, a primeira-dama da República, Janja Lula da Silva, esteve no MEC, em reunião com o ministro; secretários as líderes comunitárias Camila Moradia e Tia Bete, do Complexo do Alemão; e Alan Brum, presidente do Instituto Raízes em Movimento, organização que elaborou o Plano de Ação Popular do CPX, de desenvolvimento local.
Na ocasião, pediram a retomada do projeto de construção de uma unidade do instituto federal no local. A prefeitura do Rio também encaminhou um ofício ao MEC formalizando o interesse no projeto. O pedido
Paes ressaltou que a construção visa promover a inclusão e o acesso igualitário à educação, garantindo que ninguém se desprenda do processo de aprendizagem. "Mais do que ninguém, o morador do Complexo do Alemão sabe o que significa a falta de política pública e de um governo que olhe pelos mais pobres. Esse ato é fruto de uma iniciativa do Governo Federal e da luta comunitária, de um plano popular desenvolvido por lideranças do Complexo do Alemão, que se articularam", disse.
A líder comunitária Tia Bete, que há décadas é educadora no Complexo do Alemão, com atuação em outras áreas da comunidade, contou que existem mais de 20 organizações sociais que lutam por melhorias. "Há mais de 12 anos, desde 2011, nós lutamos por essa unidade do IFRJ. Lutamos porque entendemos que uma unidade educacional, como o Instituto Federal, representa, além da sua atividade fim, a formação de milhares de jovens e com uma mudança significativa na postura governamental perante a favela, com mais educação e menos repressão", relatou.
Morador do Alemão desde pequeno, Alan Brum disse que uma unidade de ensino superior por perto pode ajudar a criar alternativas à população da região. "A universidade tem vários sentidos, um deles é a sua própria atividade fim, que é a formação em diversos cursos, isso é importante para a juventude da favela. Segundo ponto é a possibilidade de ampliar conhecimento de diversas áreas sobre o território, sendo produzido conhecimento local. Esses dois pontos são fundamentais, mas também tem a importância que vem como desdobramento quando pensamos em políticas públicas para a favela".
A fim de qualificar os moradores da comunidade, a Nave oferece internet gratuita, cursos nas áreas da tecnologia, oficinas, visitas virtuais e lazer. No local, há diversos computadores, além de uma equipe que está apta a ajudar os usuários que tiverem mais dificuldades para acessar a internet.

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