O cãozinho estava coberto de larvas e moscasDivulgação

A
Ana Fernanda Freira
Rio - Uma mulher foi presa por maus-tratos contra o próprio cachorro na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio, nesta quinta-feira (16). O cãozinho, que estava desidratado, desnutrido e coberto de larvas e moscas, não resistiu e morreu.

De acordo com a Secretaria Municipal de Proteção e Defesa dos Animais, Pretinho, de 7 anos, deu entrada em uma clínica veterinária juntamente com sua tutora. No local, a médica veterinária de plantão constatou os maus-tratos e a equipe acionou a 37ªDP (Ilha do Governador).

"Vale ressaltar: privar o animal de atendimento médico também é considerado maus-tratos. O animal estava coberto de larvas de moscas há dias, desidratado, desnutrido. Imediatamente a equipe da SMPDA questionou a tutora sobre o estado do animal e acionou a polícia”, explicou o secretário Flávio Ganem.

A tutora, moradora do Dendê, na Ilha do Governador, foi presa em flagrante por crime de maus-tratos aos animais, sem possibilidade de fiança, pois ocorreu o agravante da morte do cão.

Em casos de maus-tratos, a SMPDA orienta que as pessoas denunciem através do número 1746 ou do site: www.1746.rio.

Outros casos

Ainda nesta quinta (16), uma cadela da raça american bully foi resgatada por policiais da 16ª DP (Barra da Tijuca), em ação conjunta com a Secretaria Municipal de Proteção e Defesa dos Animais (SMPDA), após denúncias de maus-tratos. Os agentes tinham um mandado de busca e apreensão contra o tutor, José Edmundo Quintas, de 60 anos, apontado como o responsável pelos maus-tratos contra a cadela. Ele também é investigado por cometer o mesmo tipo de crime contra pássaros silvestres.
No sábado (11), um cachorro de 17 anos também morreu depois de ser arremessado de um carro durante um roubo em Bangu, na Zona Oeste do Rio.

No último dia 7, mais de 20 cachorros vítimas de maus-tratos foram resgatados, nesta terça-feira (7), na comunidade da Rocinha, na Zona Sul do Rio. Segundo a Secretaria de Proteção e Defesa dos Animais (SMPDA), as equipes foram ao local após denúncias nas redes sociais e através do canal 1746.