Segundo a Petrobras, o último funcionário que estava na UTI foi transferido para o quarto na sexta-feira passada (25) e continuará em observação até sua pronta recuperação. No momento, os pacientes seguem sendo acompanhados, com estado de saúde estável.
Nas redes sociais, o coordenador do sindicato, Sérgio Borges Cordeiro, informou que a instituição está fazendo um levantamento sobre as condições das plataformas na região.
"A gente está na comissão de análise e aprendizado do acidente. Ainda é cedo para apontar qualquer indício do que houve ali ou quais são as causas, mas temos um diretor do Sindicato-NF e uma diretoria da Federação Única dos Petroleiros (FU), que vai dar uma condição de uma atuação mais intensa", disse.
Saiba mais sobre o incêndio
De acordo com os petroleiros ouvidos pelo sindicato, que não tiveram as identificações divulgadas, o incêndio começou em um dos decks de produção localizado abaixo do casario, onde ficam os camarotes e locais de alimentação dos trabalhadores. Por volta das 7h20, um funcionário escutou uma explosão forte pouco depois de deixar o local e sentiu que o piso estava esquentando. Nesse momento, o alarme começou a soar.
O trabalhador contou que decidiu correr no sentido contrário da fumaça, mas encontrou outros colegas que afirmaram que o fogo estava no sentido para onde ele estava indo. O grupo atravessou a fumaça e chegou ao ponto de encontro, onde permaneceu até o desembarque, enquanto a brigada de incêndio combatia as chamas. O trabalho de contenção das chamas durou cerca de quatro horas.
Um outro petroleiro afirmou que, durante a fuga, encontrou uma saída de emergência que estava interditada e precisou passar por outra rota, em meio às chamas.
No momento do acidente, 176 petroleiros trabalhavam na plataforma. Um dos feridos chegou a cair no mar durante a explosão, mas foi resgatado. A Petrobras informou que este funcionário teve queimaduras leves e recebeu atendimento de forma consciente em embarcação de apoio, sendo encaminhado ao hospital em seguida.
Ainda de acordo com a Petrobras, 14 funcionários ficaram feridos. Já o Sindipetro-NF alega que 14 trabalhadores tiveram queimaduras, enquanto outros 18 foram vítimas por inalação de fumaça, totalizando 32 feridos.
Em nota, a Petrobras reforçou que a plataforma atingida, a PCH-1, não produz petróleo desde 2020. O incidente aconteceu a cerca de 130 km da costa de Macaé. As causas do incidente estão sendo apuradas.
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