Oruam homenageia segurança de TH da MaréReprodução / X

Rio - O rapper Oruam usou as redes sociais para homenagear um dos seguranças do líder do Terceiro Comando Puro (TCP) TH da Maré, morto durante uma operação da Polícia Militar no Complexo da Maré, na Zona Norte, na madrugada de terça-feira (13).
No X, antigo Twitter, o artista publicou uma foto ao lado de Daniel Falcão dos Santos, o Gotinha, que também foi morto na mesma operação. Na legenda do post, o rapper teceu críticas ao Estado e homenageou o segurança. 
"O Estado tá matando nós em um ciclo infinito e tá rindo da nossa cara. Eu odeio essa guerra de facção, quando o Estado mata um menor novo da forma que fez ele diz que não quer consertar a bagunça só fazer um banho de sangue" [sic], escreveu ele.
Nos Stories, do Instagram, Oruam voltou a falar sobre a guerra entre polícias e facções. "Menor de fuzil é crítica social. Ninguém nasceu ruim não. Antes de nós nascer já tinha maldade no mundo. Nós só conheceu ela e infelizmente uns não tem oportunidade e essa foto é independente de facção. Tá 10x0 o Estado" [sic], disse.
A foto publicada por Oruam chamou a atenção dos internautas, já que o rapper é filho de Marcinho VP, um dos chefes do Comando Vermelho, preso desde 1996. Enquanto Gotinha, segurança de TH da Maré, era do Terceiro Comando Puro, facção rival que constantemente entra em guerra por territórios do Rio com a do pai do artista.
TH é morto em operação
Um dos traficantes mais procurados do Rio e chefe do Terceiro Comando Puro (TCP), Thiago da Silva Folly, o TH, foi morto em uma operação da Polícia Militar no Complexo da Maré, na Zona Norte, na madrugada de terça-feira (13).
No local, houve intenso confronto e dois seguranças do criminoso foram mortos, entre eles, Gotinha. Devido ao tiroteio, as principais vias expressas da cidade, como as linhas Amarela e Vermelha e a Avenida Brasil precisaram ser interditadas no início da manhã.
Escondido em uma espécie de bunker, TH foi localizado em uma residência cercada por seguranças. Foragido desde 2016, o traficante possuía uma extensa ficha, com 227 anotações criminais e 17 mandados de prisão em aberto.