GAS Consultoria pertence a Glaidson dos Santos e à mulher dele, Mirelis Diaz ZerpaDivulgação
O maior número de credores (74%), de acordo com o estudo, fez investimentos na faixa de até R$ 50 mil, representando, contudo, apenas 26% do valor total da dívida da massa falida. Por outro lado, somente 5% dos credores possuem créditos acima de R$ 200 mil, porém, representam um percentual de 39% do valor total da dívida. De acordo com as investigações, a GAS prometia aos clientes um retorno mensal de 10% sobre o valor investido.
A empresa havia entrado com o pedido de recuperação judicial em maio de 2022, mas em 16 de fevereiro de 2023, a 5ª Vara Empresarial do Rio decidiu antecipar os efeitos da falência. Com isso, a companhia foi afastada de suas atividades, tendo sido decretado, na ocasião, o vencimento antecipado das dívidas e a indisponibilidade de todos os bens particulares dos sócios, para garantir o pagamento de credores.
Preso em agosto de 2021, na Operação Kriptos, da Polícia Federal (PF), Glaidson foi acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de liderar uma organização criminosa responsável por um esquema milionário de pirâmide financeira iniciado em Cabo Frio, na Região dos Lagos. A GAS pertence a Glaidson e à mulher dele, a venezuelana Mirelis Yoseline Diaz Zerpa, presa nos Estados Unidos, desde janeiro de 2024, depois de ficar foragida por dois anos e meio.







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