Cemitério de Ricardo de Albuquerque receberá diligência do Ministério dos Direitos HumanosDivulgação
A diligência tem como objetivo realizar um diagnóstico inicial das condições dos restos mortais com vistas à coleta de material para exames de DNA de, pelo menos, 15 desaparecidos políticos. A visita técnica faz parte da retomada das atividades da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), reinstalada oficialmente em 2024.
O Cemitério de Ricardo de Albuquerque é um dos locais históricos relacionados à repressão do regime militar. Ali, o Monumento Tortura Nunca Mais foi erguido onde antes havia uma vala com as ossadas dessas vítimas, misturadas com os restos mortais de mais duas mil pessoas sepultadas como indigentes entre 1970 e 1974. Elas estão entre os casos ainda pendentes de identificação.
Em 2024, o cemitério passou a integrar oficialmente a lista de locais prioritários da CEMDP, como parte do esforço nacional de reparação e justiça. A retomada das análises e a entrega das certidões simbolizam um passo importante no reconhecimento das violações cometidas durante a ditadura e no acolhimento às famílias que seguem em busca de verdade e memória.



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