Vitor Vieira Belarmino fugiu sem prestar socorro ao fisioterapeuta Fábio Toshiro KikutaReprodução / Redes sociais

Rio – O Ministério Público do Rio (MPRJ) entrou com um recurso para reverter a decisão que colocou em liberdade o influenciador Vitor Vieira Belarmino, acusado de atropelar e matar o fisioterapeuta Fábio Toshiro Kikuta, na orla do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. O caso aconteceu em julho do ano passado.
Segundo os promotores, Vitor representa risco à ordem pública, especialmente por seu histórico de infrações de trânsito e pela forma como agiu após o atropelamento. Ele teria retirado o corpo da vítima do carro, abandonando-o na rua e fugido sem prestar socorro.
Vitor foi solto por decisão da juíza Alessandra da Rocha Lima Roidis, da 1ª Vara Criminal da Capital, que aceitou os argumentos da defesa de que não há mais risco à instrução do processo nem à ordem pública. O MPRJ, no entanto, contesta a avaliação. A promotoria destaca que Vitor já cometeu mais de vinte infrações por excesso de velocidade e que a suspensão da carteira de habilitação seria uma medida ineficaz, diante da conduta reiterada. 
"Portanto, em razão da gravidade concreta do caso, que colocou em risco concreto a vida de diversas pessoas, e culminou na violenta e prematura morte dolosa (eventual) de jovem que havia literalmente acabado de se casar, além do histórico reiterado e recente de infrações de trânsito pelo recorrido, cabível a imediata restauração de sua prisão preventiva, para assegurar a ordem púbica", descreve trecho do recurso.
Fábio Kikuta havia se casado poucos dias antes do atropelamento. O influenciador permaneceu foragido por cerca de dez meses até se entregar à polícia no mês passado. Para o órgão, a gravidade do caso, somada ao comportamento do acusado e ao impacto social da morte, especialmente por se tratar de uma vítima recém-casada, é necessária a restauração da prisão preventiva de Vitor.