Imagens feitas por outros turistas mostravam Juliana Marins, de 26 anos, em uma área íngreme no local do acidente, na IndonésiaReprodução
Irmã de turista que caiu em trilha na Indonésia cobra liberação de helicóptero para buscas
Operação de resgate de Juliana Marins deve continuar na noite deste domingo (22), no horário de Brasília
Rio – A irmã de Juliana Marins, turista de Niterói que caiu de uma trilha na Indonésia na noite de sexta-feira (20), cobra agilidade das autoridades para a liberação de um helicóptero brasileiro para ajudar nas buscas. Em vídeo publicado nas redes sociais, a mulher, chamada Mariana, fez um apelo para que a permissão seja concedida antes do resgate ser retomado, na noite deste domingo (22), horário de Brasília, quando estará amanhecendo na Indonésia.
"Para a gente conseguir mandar um helicóptero para lá, precisamos da autorização do governo da Indonésia. Pro governo brasileiro falar: 'Olha, estamos aqui com o helicóptero para salvar uma brasileira', a gente precisa da autorização do governo da Indonésia. Lá, está de noite agora. Então, a gente espera que durante esse período, entre a noite e o início do resgate amanhã, que se estima que seja a partir das 6h30, que já está claro, até umas 5h ainda está um pouco escuro, e depois vai clareando, que é quando a gente tem expectativa que volte a parte de tentativa de resgate da Juliana", afirmou.
"Então, esperamos que até esse momento, o governo da Indonésia tenha liberado que a gente consiga mandar um helicóptero", concluiu.
O resgate da Juliana foi suspenso por causa de condições climáticas desfavoráveis. Em outro vídeo, Mariana afirma que está em contato direto com uma equipe de resgate baseada no ponto onde ocorreu o acidente com Juliana - que podia ser avistada a 300 metros de distância em uma área íngreme horas após a queda, porém, está desaparecida desde sábado (22).
Já em uma outra postagem, ela reproduz uma mensagem que parece ser dos socorristas. O texto diz que duas equipes estão na região e pretendem retornar ao local do acidente na manhã desta segunda-feira (23), no horário local – pelo fuso horário, a Indonésia está 10 horas à frente do Brasil. O tempo se encontra nublado e com ventos fortes.
Entenda o caso
Juliana fazia um passeio, por meio da empresa de turismo Ryan Tour, pelo vulcão Rinjani, em Lombok, ilha na Indonésia. A brasileira ficaria de sexta (20) a domingo (22) na região. A trilha integrava um passeio conhecido como mochilão, no qual ela estava desde fevereiro, com passagens por outros países asiáticos, como Filipinas, Vietnã e Tailândia.
Cerca de três horas depois da queda, um grupo de turistas espanhóis avistou a brasileira e passou a monitorá-la, fazendo fotos e vídeos, inclusive com uso de drone. As imagens mostram Juliana sentada em uma área inclinada, aparentemente com dificuldade de se levantar e retornar à trilha.
Eles localizaram Juliana nas redes sociais, e foi assim que a família tomou conhecimento do caso e conseguiu contato com o grupo neste sábado. Mesmo assim, as notícias ainda eram escassas, o que só aumentava a angústia da família. "Não se sabe se ela quebrou algum osso, porque ela não consegue se levantar. Ela não se mexia. O máximo que conseguia era movimentar os braços", descreveu Mariana, com base nas imagens enviadas pelos espanhóis.
Ainda segundo informações recebidas pela irmã de Juliana, a situação da turista ficou mais delicada após a passagem de uma neblina. "Eles (turistas espanhóis) ficaram horas sem ver a Juliana. A neblina molhou muito o solo, minha irmã passou a escorregar. E depois que a neblina sumiu, ela já estava bem mais abaixo na montanha, muito próxima do precipício".
O DIA fez contato com a Embaixada do Brasil em Jacarta e com o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) e aguarda retorno.



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