Os crimes ocorreram no período em que os policiais estavam lotados no 39º BPM (Belford Roxo).Reprodução

Rio - O policial militar Marcelo Ferreira Chagas da Silva, denunciado pelo Ministério Público (MPRJ) por fazer segurança armada de comerciantes durante o expediente, se entregou à polícia nesta quinta-feira (3). Outros nove agentes foram presos durante operação na última terça-feira (1º). A informação foi confirmada pela corporação.
Segundo investigações, o serviço acontecia em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, mediante pagamento de uma taxa mensal. Os beneficiados pelo esquema eram informalmente chamados de "padrinhos". Até o momento, apenas um PM segue foragido.
Entre os pontos que contavam com o reforço na segurança estavam restaurantes, lanchonetes, mercados, lojas, postos de combustíveis, depósitos, farmácias, clínicas, universidades, funerárias, serviços de mototáxi, transporte alternativo, feiras livres, festas populares e um posto do Detran em Belford Roxo. Os militares denunciados vão responder pelo crime de organização criminosa.
De acordo com a denúncia, os crimes ocorreram entre 2021 e 2024, período em que os policiais estavam lotados no 39º BPM (Belford Roxo). Atualmente, parte dos militares permanece na unidade, enquanto os demais estão no 12º BPM (Niterói), 15º BPM (Duque de Caxias), 20º BPM (Mesquita), no Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas (BPTur) e na Prefeitura de Belford Roxo.

Em nota, a PM informou que as equipes da Corregedoria-Geral da corporação acompanhou a operação e que os policiais militares são alvos de investigação por envolvimento em atos de corrupção. Os presos foram encaminhados para a sede da Corregedoria, onde fizeram trâmites administrativos, exame de corpo de delito e seguiram para Unidade Prisional.
A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Marcelo Ferreira. O espaço está aberto para eventuais manifestações.