A mãe Juliana Prestes com seu filho Davi PrestesArquivo Pessoal
Uma das principais orientações é sobre o documento de identidade apresentado no momento do embarque. Algumas companhias aéreas exigem que o RG tenha sido emitido há menos de dez anos. Por isso, o ideal é conferir a validade antes mesmo da compra das passagens.
"Ano passado meu filho foi impedido de fazer a prova do Colégio Militar porque a identidade dele era antiga, com a foto dele ainda bebê e sem a assinatura. Depois, pesquisando sobre a viagem que vamos fazer, verifiquei que algumas companhias aéreas exigem o documento de identificação recente. Aproveitei que fui fazer o documento dele e fiz o meu também e garanti a AEV para não ter nenhum problema na hora do embarque", explicou.
"Essa é uma grande vantagem para quem não quer ser pego de surpresa com a exigência das companhias aéreas. É só comparecer ao cartório com os documentos necessários e dar entrada no pedido pelo menos duas semanas antes da viagem", orienta Nery Santos, escrevente do 15º Ofício.
A Autorização Eletrônica de Viagem (AEV) vem ganhando popularidade por permitir que todo o processo seja feito a distância. Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o número de emissões passou de 1.217 no primeiro semestre de 2022 para 6.945 no mesmo período de 2024, um crescimento expressivo em dois anos.
"A AEV ganhou muita força desde a pandemia porque permite que os responsáveis façam tudo a distância, mesmo estando em estados ou países diferentes. Ela pode ser solicitada pelo e-Notariado com validação por videoconferência, o que agiliza muito o processo", explica Samuel Lopes, escrevente no 15º Ofício.
"A autorização física é muito prática: sai na hora, desde que a pessoa já tenha firma aberta no cartório. Se não tiver, também pode abrir e reconhecer na mesma hora. Não demora nem cinco minutos", completa Lopes.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.