Crime aconteceu na véspera do aniversário de 43 anos de Raoni SoaresRedes Sociais

Rio - A Justiça do Rio ouviu pela primeira vez, nesta segunda-feira (4), o motorista de van Everton Oliveira Lessa da Costa, acusado de atropelar e matar o corredor Lucas Celestino de Oliveira, de 27 anos, na BR-101, em São Gonçalo, na Região Metropolitana, em abril deste ano. A expectativa, segundo a viúva da vítima, Maria Eduarda Celestino, é que a Justiça seja feita.
"Em breve teremos uma resposta. A minha confiança vem do Senhor, nada do que acontecer daqui para frente vai mudar minha realidade, mas a Justiça precisa ser feita e eu acredito que ela vai ser", contou.

Na audiência de instrução e julgamento, realizada no Fórum do município, também foram ouvidas sete testemunhas de acusação. A próxima sessão está marcada para o dia 15 de setembro, às 14h.

Lucas foi encontrado morto às margens da rodovia BR-101. Ele tinha saído para correr por volta de 5h30, quando acabou atropelado. O motorista fugiu sem prestar socorro. Câmeras de monitoramento da rodovia e depoimento de testemunhas apontam que Everton foi o responsável pelo atropelamento. Ele está preso desde abril.
De acordo com investigações da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG), o motorista tentou apagar vestígios do crime, trocando o para-brisa e fazendo outros reparos no veículo logo após o atropelamento. Ele foi indiciado pelos crimes de homicídio qualificado e fraude processual.

Quatro meses após a morte do marido, Maria Eduarda revelou que lidar com o luto não tem sido fácil, mas que vem resistindo e lutando para viver.

"Eu tenho conseguido dar alguns primeiros passos, coisa que há um mês eu não conseguia, eu só queria ficar na cama, só levantava pra fazer minhas necessidades e voltava para cama. Eu não sentia fome, eu perdi 10kg, eu tive queda capilar. Então, hoje eu tenho conseguido dar os primeiros passos e sei que a minha vida vai continuar, tenho feito esse esforço de querer viver, mas é difícil", explicou.

Os dois eram recém-casados e tinham muitos sonhos. “Mesmo tendo apoio dos meus amigos e da minha família, eu não queria me despedir dele agora, tínhamos muitos planos pra realizar, e é muito difícil lidar com essa saudade. É toda uma nova rota que to tendo que traçar, meus sonhos só eram meus sonhos porque eu tinha ele, mas hoje eu tenho que pensar e ter novos sonhos, mas é muito difícil. A sensação que eu tenho é que eu fui cortada ao meio”, lamentou.

Relembre o caso
Lucas Celestino saiu para correr às 5h30 do dia 8 de abril, como fazia todos os dias há sete meses, no trajeto entre o bairro Mutuapira e a rodovia BR-101. Ele não retornou para casa no horário habitual, às 6h30. Seu corpo foi encontrado apenas no dia seguinte, a poucos metros da rodovia.

Segundo relatos de amigos que localizaram o corpo, Lucas não apresentava sinais de ferimentos por arma branca ou arma de fogo, mas parecia ter a perna quebrada. O laudo da perícia confirmou que a causa da morte foi atropelamento, com múltiplas fraturas pelo corpo.