Time InovaGirls, do Ciep 377 Carmem da Silva, em Belford RoxoDivulgação
A competição é organizada pelo Instituto Alpha Lumen de Apoio ao Talento (IAL) e o Massachusetts Institute of Technology Brazil (MIT Brazil) e voltada para alunos do 8º ano do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio.
A olimpíada, que envolve os participantes em diversas plataformas de tecnologia da informação, programação e robótica, desafiou os estudantes a resolverem problemas de matemática aplicada e lógica computacional, estudarem e apresentarem protótipos de soluções para problemas presentes em suas comunidades locais, regionais ou nacionais associados aos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável).
Na equipe do Ciep 377 Carmem da Silva, o time InovaGirls, do 9º ano do Ensino Fundamental, foi composto pelas alunas Kaylaine dos Santos Batista, Luizabel Rodrigues da Silva dos Passos e Vitória Cristina Manço Ferreira Prelado, e teve a professora de Ciências Andreia Pereira Almeida como coordenadora do projeto.
Segundo ela, a equipe que conquistou a medalha de ouro se destacou pela criatividade, clareza na explicação do problema e impacto social da solução do protótipo de aplicativo Falaê, uma ferramenta pensada para dar voz aos alunos e melhorar a motivação dentro da escola.
"A participação em desafios como a OBT fortalece habilidades essenciais para a vida escolar e profissional: criatividade, comunicação, resolução de problemas e empatia. Ao trabalharem em uma proposta real, as alunas perceberam que podem ser protagonistas de mudanças positivas. Além disso, esse tipo de experiência valoriza o currículo e desperta o interesse por áreas como tecnologia, inovação e impacto social", afirma Andreia.
Para a estudante Luizabel Rodrigues da Silva dos Passos, 15 anos, participar do projeto foi uma experiência incrível e única.
"Eu nunca tinha feito algo assim antes. Foi incrível para mim. O que eu aprendi de mais importante nisso foi que nós, jovens, temos muito a dizer e que, quando somos ouvidos, podemos transformar o ambiente ao nosso redor", conta a aluna.
No Ciep 468 Olga Thurler Mendonça da Fonseca, foi o time TechBoys o responsável pela conquista da medalha de bronze. João Paulo Boechat Poly, João Victor Silva, Luiz Ayrton da Penha Azevedo, Marco André Martins Andrade e Sascha dos Santos contaram com a orientação de Lívia Soares de Oliveira para criar o projeto ‘Merenda Sustentável: Saberes e Sabores que Transformam’.
A professora de Inglês, que também atua como professora/orientadora de projetos STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática) e Linguagens Aplicadas às Tecnologias com turmas do Ensino Médio da escola, explica que o trabalho foi desenvolvido ao longo do primeiro semestre com base em pesquisa, desenvolvimento de aplicativo no MIT App Inventor e propostas de impacto social e ambiental para a realidade da comunidade escolar.
"Orientá-los foi uma experiência muito rica. Ver o crescimento deles em protagonismo, pensamento crítico e colaboração me enche de orgulho. A medalha de bronze conquistada representa muito mais do que uma colocação em um ranking: ela simboliza a potência que existe dentro das escolas públicas, quando há espaço e incentivo para a criatividade e a inovação", diz Lívia.
A educadora também fala sobre a repercussão positiva da conquista dentro da escola.
"Os colegas têm demonstrado curiosidade, admiração e interesse em também participar de projetos e olimpíadas. Ou seja, essa experiência gera um efeito multiplicador, que nos inspira a continuar acreditando no poder da educação pública de qualidade", conclui.
Participação na Semana EAT
A medalha de bronze também viabilizou a participação dos alunos do Ciep 468 na Semana EAT (Escola Avançada de Tecnologia), em São José dos Campos, município do estado de São Paulo, junto com cerca de 600 estudantes medalhistas de 16 estados. No encontro, os alunos vivenciam uma imersão em áreas como programação, robótica, inteligência artificial, entre outras. Essa etapa da olimpíada é destinada aos medalhistas da categoria Ensino Médio.
Surpresos, João Victor Silva, 16 anos, e colegas não acreditaram quando foram selecionados para participar da Semana EAT.
"Ninguém acreditou de primeira. E foi uma das experiências mais marcantes da minha vida. A gente começou esse projeto com muita vontade e um sonho enorme de fazer algo diferente. A viagem para São José dos Campos foi nossa primeira grande saída juntos, como equipe. Só isso já foi uma conquista. Mas estar lá, rodeado de pessoas brilhantes do Brasil todo, de mentores do ITA, MIT e oficinas que pareciam coisa de filme. Foi surreal ", conta o estudante.
Sobre os projetos
Falaê
Time InovaGirls – Ciep 377 Carmem da Silva – Ensino fundamental
O Falaê é um protótipo de aplicativo desenvolvido por alunas integrantes do grupo InovaGirls, uma equipe dentro do Inovatech, núcleo de protagonismo e tecnologia educacional da escola. O aplicativo foi pensado como uma ferramenta que amplia o canal de comunicação entre alunos e escola, promovendo a escuta ativa e contribuindo para um ambiente escolar cada vez mais humano e inclusivo.
A participação da escola no processo despertou o interesse de outros estudantes da escola, mostrando que a tecnologia pode, sim, transformar a educação. A interface amigável do Falaê foi construída para ser acessível e funcional e incentivar o seu uso e o cuidado com a saúde emocional. Entre as principais ferramentas, estão o envio de mensagens ou sugestões de forma anônima; espaço de desabafo com categorias temáticas (ex: “preciso de ajuda”, “quero elogiar”, “tenho uma sugestão”); canal direto de comunicação com a gestão ou orientação escolar.
‘Merenda Sustentável: Saberes e Sabores que Transformam’
Time TechBoys - Ciep 468 Olga Thurler Mendonça da Fonseca – Ensino Médio
O protótipo do aplicativo tem como objetivo promover, por meio da tecnologia, a educação alimentar e o consumo consciente. A proposta do app é oferecer dicas de alimentação saudável, receitas sustentáveis com aproveitamento integral dos alimentos, informações sobre os benefícios nutricionais dos ingredientes e quizzes educativos para reforçar o aprendizado de forma lúdica e interativa, além de uma competição entre as escolas para receberem o selo de escola mais sustentável!
O projeto foi pensado a partir de práticas pedagógicas interdisciplinares, integrando saberes da ciência, da cultura alimentar e da sustentabilidade. A escola teve participação ativa em todas as etapas, desde a concepção da ideia até a prototipagem no MIT App Inventor, com orientação e envolvimento direto dos estudantes nas pesquisas, desenvolvimento de conteúdo e testes do aplicativo.
Mais do que uma ferramenta digital, o ‘Merenda Sustentável’ é um convite à reflexão sobre nossos hábitos alimentares e à valorização dos saberes locais, reforçando o papel da escola como espaço de transformação social.



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