O animal trata-se do maior notoungulado já encontrado na Bacia Sedimentar de ItaboraíDivulgação
Segundo estudos, esses mamíferos extintos viveram por mais de 55 milhões de anos em várias regiões da América do Sul.
A espécie, descoberta na última quarta-feira (20), recebeu o nome de Itaboraitemnus macrodon, em homenagem à cidade. A identificação representa o primeiro registro da família Isotemnidae no Brasil, um marco importante para os estudos paleontológicos do país.
A Bacia Sedimentar de Itaboraí, com idade de aproximadamente 55 milhões de anos, é reconhecida mundialmente pela preservação dos primeiros registros fósseis da América do Sul após a extinção dos dinossauros. Entre os fósseis já identificados no local, está o tatu mais antigo do mundo.
De acordo com os pesquisadores, a descoberta do Itaboraitemnus macrodon reforça que ainda há muito a ser estudado na região.
O estudo sobre a nova espécie foi publicado na revista científica Journal of Mammalian Evolution pelo paleontólogo e gestor do Parque, Luis Otavio Castro em parceria com os paleontólogos Lílian Bergqvist (UFRJ) e Daniel García-López (Universidad Nacional de Tucumán, Argentina).



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