Novo centro oncológico da Unimed no Rio é alvo de denúncias por falta de medicamentosReprodução/Redes sociais
"Desde o início do meu tratamento em uma unidade credenciada pela Unimed na Barra da Tijuca nunca tive problemas. Após o descredenciamento, precisei ir até esta nova unidade. A medicação oral até tinha, mas a injeção que tomo todo mês não estava disponível", explica Paloma, decepcionada.
Para ela, a frustração vai além do valor pago no plano de saúde: "Pago R$ 4,8 mil por mês, mas não se trata de dinheiro. Estamos falando de câncer. Quando soube que não tinha a medicação, gritei e chorei muito. Vi outras pacientes chorando por lá também. Conheci o caso de uma senhora que precisava da medicação que custa R$ 40 mil e também não estava disponível".
Paloma registrou a ocorrência nas ouvidorias do Ministério Público do Rio (MPRJ) e da Unimed na tentativa de resolver o problema. "Queremos explicações e segurança para receber as medicações na data certa", afirmou. Antes de deixar o local, a assistente social do centro informou que a injeção chegaria na unidade na próxima terça-feira (26). Mesmo assim, a paciente ainda teme não receber o medicamento, já que outros pacientes com liminar da Justiça também enfrentaram problemas.
O caso de Paloma não é isolado. Nas redes sociais, outros pacientes relatam a falta de medicamentos e criticam a infraestrutura do centro recém-inaugurado. "Vergonhoso! Pacientes com câncer tiveram seus tratamentos transferidos para este local sem estrutura adequada", escreveu um deles.
De acordo com relatos obtidos pelo DIA, o espaço não tem banheiros suficientes para atender à alta demanda provocada pela mudança nos atendimentos e o ambiente é apertado. No site oficial, a Unimed informa que o novo centro foi "cuidadosamente planejado para unir tecnologia, expertise médica e empatia, proporcionando segurança, conforto e atendimento centrado no paciente".



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