Policial penal atirou em entregador à queima-roupa na TaquaraReprodução / Redes Sociais

Rio - Trabalhadores de aplicativos agora possuem uma central de denúncias para casos de violência. A Comissão de Trabalho da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) anunciou a criação de um disque-denúncia para registrar queixas.
A medida é uma resposta direta ao aumento de episódios de agressão e criminalização desses profissionais, como o recente caso do entregador baleado por um policial penal na Taquara.
O canal está disponível pelo telefone 21 98261-6266 para receber denúncias de agressões físicas, ameaças, assédio e outras violações de direitos enfrentadas por entregadores, motoristas e prestadores de serviço em plataformas digitais.
De acordo com a deputada estadual Dani Balbi (PCdoB), presidenta da Comissão de Trabalho, a iniciativa busca dar visibilidade a situações de violência que muitas vezes não chegam às autoridades competentes.
“É inaceitável que trabalhadores que sustentam o cotidiano da cidade, garantindo alimentação e mobilidade, sigam expostos a agressões e humilhações. O disque-denúncia será um instrumento para registrar, acompanhar e encaminhar esses casos, fortalecendo a proteção da categoria”, afirmou.
Além de receber denúncias, o canal deverá produzir relatórios periódicos que subsidiem novas medidas legislativas e políticas públicas de proteção aos trabalhadores de aplicativos no estado.
Entregador baleado na Taquara
Na madrugada de sábado (30), o entregador Valério de Souza Júnior foi baleado pelo policial penal José Rodrigo da Silva Ferrarini depois de se recusar a subir até o apartamento para realizar a entrega do pedido. O caso aconteceu na Rua Carlos Palut, na Taquara, Zona Oeste.
Valério gravou o momento em que o agente atirou na sua perna. O vídeo, compartilhado na própria rede social da vítima, mostra José falando "você não subir é uma parada", atirando e reclamando da gravação.