Desfile Cívico-Militar pelo Dia da Independência aconteceu na manhã deste domingo (7), na Avenida Presidente Vargas, no CentroÉrica Martin/Agência O Dia

Rio - O tradicional desfile Cívico-Militar pelo Dia da Independência do Brasil na Avenida Presidente Vargas, no Centro, atraiu centenas de cariocas na manhã deste domingo (7). Entre a multidão que se debruçava sobre as grades para acompanhar a passagem de símbolos nacionais, o orgulho aparecia como um sentimento quase unânime.
"É muito gratificante, uma honra e acho que todos os brasileiros deveriam estar presentes nesse evento, para honrar a nossa pátria e bandeira. Temos que ter orgulho de ser brasileiro e saber que temos pessoas capazes e fortes de defender a nação", exaltou a moradora do Andaraí Marli dos Santos, 73 anos.
Já Luciara Oliveira, 50, saiu de Niterói, na Região Metropolitana, apenas para acompanhar o desfile. "Todo brasileiro que ama e honra sua Pátria e tem orgulho das Forças Armadas tem que prestigiar o desfile de 7 de setembro", afirmou.
Marli, que comparece ao desfile há cerca de 40 anos, destacou o evento como uma importante ferramenta para despertar no público infantil o senso de patriotismo: "As crianças que assistem podem se inspirar e querer desfilar no futuro, como a minha neta que sempre me acompanha e deseja estar ali um dia".
É o caso de Lucyara, que lembra ser uma frequentadora assídua da festa desde criança. Em diversas ocasiões, a moradora de Niterói teve a companhia do filho, Cícero, 21. Apesar das inúmeras memórias no desfile, o deste domingo teve uma experiência diferente. "Meu filho sempre esteve na plateia comigo, mas hoje tive o orgulho de vê-lo desfilar como Sargento Músico Fuzileiro Naval", vibrou.
Paula Amaro, de 32 anos, também levou o filho, ao lado do marido, para estreitar os laços entre o pequeno e o amor pela pátria: "Viemos celebrar a independência do Brasil e mostrar de pertinho os valores cívicos para ele", enfatizou a moradora de Vila Isabel.
Desfile com 'buracos'
Nem tudo foi merecedor de elogios nesta manhã. Houve quem enxergasse a Presidente Vargas como mais esvaziada em relação a edições anteriores, inclusive com espaços entre algumas alas da marcha.
"Foi bem fraco em relação aos outros anos, porque vieram poucas pessoas para se apresentar. Pensávamos em alguns momentos que tinha acabado o desfile porque ficava um buraco. Os aviões que passavam no céu não desfilaram; o carro da Comlurb não veio também", observou Marli, minimizando, porém, os efeitos no resultado final: "Mas foi a mesma alegria de todos os anos ir lá assistir".
Paula Amaro concordou: "Notamos que esse ano tinha menos militares desfilando. E como no ano passado, não teve o esquadrão da fumaça".
Helena Mendonça, moradora de São Gonçalo, também na Região Metropolitana, foi ao evento pela primeira vez, aos 60 anos. E mesmo sendo estreante, sentiu uma diferença em comparação a anos anteriores: "Pelo que assisto nas mídias sociais, também achei o número de participantes menor", opinou ela, garantindo que a sensação de um desfile possivelmente mais enxuto não diminuiu o impacto que teve: "Achei muito emocionante".
*Colaborou Érica Martin