Rio - Familiares, artistas e fãs de Silvio Tendler se despediram do cineasta na manhã deste domingo (7), no Cemitério Israelita do Caju, na Zona Portuária do Rio. A cerimônia foi marcada por homenagens e pelo reconhecimento à sua trajetória no audiovisual.
O documentarista morreu aos 75 anos, vítima de uma infecção generalizada. Ele estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Tendler deixa uma filha e um neto. Como tributo, a TV Brasil exibirá às 23h45 deste domingo (7) o documentário Glauber, o Filme – Labirinto do Brasil.
Ao longo de mais de cinco décadas de carreira, o cineasta produziu e dirigiu mais de 70 filmes e 12 séries televisivas. Conhecido como o "cineasta dos sonhos interrompidos" ou o "cineasta dos vencidos", foi autor de obras marcantes como Jango (1984), Os Anos JK (1980), O Mundo Mágico dos Trapalhões (1981) e O Veneno Está na Mesa (2011).
Trajetória
Nascido em 1948, no Rio de Janeiro, Tendler ficou conhecido por seus documentários que exploram a história recente do país, muitas vezes focando em personalidades famosas e movimentos sociais. Fundador da produtora Caliban Produções, Tendler produziu e dirigiu mais de 70 filmes entre curtas, médias e longas-metragens em formato documental, além de 12 séries. Ele também foi membro fundador da Fundação do Novo Cinema Latino-Americano e atuou como conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa (ABI).
Em 2005, Tendler foi homenageado com o Prêmio Salvador Allende no Festival de Trieste, na Itália, pelo conjunto de sua obra. Seu legado permanece como um importante registro da memória política e social do Brasil, sendo suas produções utilizadas em escolas e universidades como material de estudo.
O filme sobre o ex-presidente João Goulart é, até os dias atuais, uma das maiores bilheterias de documentário no Brasil, com 1 milhão de espectadores.
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