Os deputados Tarcísio Motta e Professor Josemar discutem com guardas municipaisDivulgação/Paula Cosenza
Durante a ação, policiais militares, agentes da Secretaria de Ordem Pública (Seop) e da Guarda Municipal do Rio (GM-Rio) usaram gás de pimenta para dispersar os ocupantes e manifestantes após um tumulto dentro do prédio.
Os deputados Professor Josemar e Tarcísio Motta, ambos do Psol, estiveram no local e acusaram guardas municipais de agressão. Eles afirmam que defendiam os direitos das famílias quando foram abordados.
Vídeos mostram os parlamentares tentando atravessar um cordão de isolamento e sendo contidos pelos agentes. Em meio à discussão, um guarda dispara gás de pimenta contra os dois. Outro registro flagrou o momento em que os ocupantes foram retirados do prédio sob protestos de manifestantes do lado de fora.
Tarcísio Motta classificou a operação como "violação muito grave dos direitos humanos" e uma "ilegalidade". Segundo ele, não havia ordem judicial de despejo. "As famílias ocuparam o prédio por volta de 5h. Portanto, não se sustenta essa questão de ação imediata que o Governo do Rio e, principalmente, a prefeitura estão alegando", disse.
O deputado acrescentou que o imóvel já teria sido destinado pelo Patrimônio da União para abrigar pessoas em situação de vulnerabilidade. "Houve uma violação ao direito à moradia neste prédio abandonado, já destinado para moradia popular. E, ao mesmo tempo, violação com violência, como foi feito".
O que diz a prefeitura
Mais uma vez o PSOL através de um braço chamado de movimento social - um tal de MLB (Movimento de Luta dos Bairros, Vilas e Favelas) -
— Eduardo Paes (@eduardopaes) September 7, 2025
promove a ocupação de um prédio no Centro do Rio de Janeiro. Dessa vez ocuparam um prédio aonde iniciaremos em breve as obras do Centro… pic.twitter.com/tLmCf3aNaj





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