Famílias vão receber insumos emergenciais e animais resgatados foram para o Centro de Controle de ZoonosesÉrica Martin/Agência O Dia

Rio - O incêndio de grandes proporções que atingiu a comunidade Para-Pedro, em Irajá, na Zona Norte, deixou famílias desabrigadas e provocou a morte de animais. O episódio aconteceu na Estrada Pedro Borges de Freitas, na tarde de terça-feira (9), próximo ao complexo da Ceasa, e provocou as mortes de dois homens e uma mulher. Moradores da região também ficaram desalojados e um cachorro e quatro gatos foram resgatados com vida.
Segundo a Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS), duas famílias ficaram desabrigadas, outras 17 desalojadas e duas delas aceitaram acolhimento em unidades da pasta. As vítimas vão receber insumos emergenciais, colchonetes e roupas de cama e banho. O Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) da região terá orientações para emissão de segunda via de documentos e encaminhamentos para demandas socioassistenciais.
Na noite de ontem, 19 corpos de animais mortos foram recolhidos. De acordo com a Secretária Municipal de Proteção e Defesa dos Animais, os agentes removeram seis carcaças de porcos, duas de gatos, duas de cães, duas galinhas, dois jabutis, quatro aves e um cavalo. Equipes ainda acolheram o cachorro idoso de um morador que morreu eletrocutado no incêndio e quatro gatos. Eles foram encaminhados para o Centro de Controle de Zoonoses, em Santa Cruz, na Zona Oeste. 
O trabalho dos bombeiros no combate às chamas contou com 50 militares e 14 quartéis, além de 26 viaturas e drones. Para fugir do local, muitas pessoas precisaram pular o muro da linha do metrô. De acordo com a Defesa Civil Municipal, 200 metros da área residencial atingida foram isolados e equipes técnicas vão retornar nesta quarta-feira (10) para vistorias estruturais nos imóveis, já que o trabalho de rescaldo ainda estava sendo realizado durante a noite de ontem. 
A suspeita de moradores é de que o incêndio teria começado em caixotes de madeira. Um deles relatou que usuários de drogas teriam ateado fogo em um acumulado de caixotes e, com os ventos fortes que marcaram o dia na cidade, as chamas se espalharam rapidamente e atingiram as residências. Entretanto, a Polícia Civil informou que o caso é investigado pela 27ª DP (Vicente de Carvalho), a perícia foi realizada no local e outras diligências estão em andamento para apurar as causas. As três vítimas ainda não foram identificadas. Os corpos estão no Instituto Médico Legal (IML) Afrânio Peixoto, na região central do Rio. 
O fogo atingiu linhas de transmissão, causando uma suspensão momentânea no fornecimento de energia para cerca de 140 mil pessoas na Zona Norte e Baixada Fluminense, incluindo em uma estação de metrô. O serviço foi restabelecido na noite de terça (9). A circulação do metrô chegou a ser interrompida, mas também foi regularizada após 4h. Nesta quarta-feira (10), a operação está normal, com intervalos regulares e todas as estações abertas.