A retirada dos 'macarrões' está deixando os moradores da Rocinha contentesDivulgação
Essa é uma das iniciativas mais complexas já realizadas pela empresa no enfrentamento aos 'macarrões', tanto pelo tamanho da área atendida quanto pelas dificuldades de acesso e relevo da região. Até técnicas de alpinismo industrial, como o rapel, foram utilizadas pelos profissionais da Águas do Rio para viabilizar os serviços em áreas de difícil acesso na Roupa Suja, onde circular era um verdadeiro desafio diário para trabalhadores, idosos e crianças.
De acordo com a Águas do Rio, que integra o grupo Aegea, foram retirados mais de um quilômetro de tubulações antigas, que deram lugar a uma rede nova, com diâmetro adequado e tecnologia moderna para garantir um abastecimento contínuo e seguro.
Entre tombos e vielas
Hoje secretária da Associação de Moradores da Roupa Suja, Daise celebra a mudança trazida pela iniciativa da concessionária.
"Nunca tinha visto a água chegar com pressão e qualidade nas casas. É a primeira vez que vivemos isso, e todos estão muito felizes. Agora podemos abrir a torneira sem medo do improviso, sem as quedas e com a dignidade que sempre sonhamos", afirmou.
Já o entregador Emerson Campos, de 24 anos, conta que ainda guarda na memória o susto que passou com a esposa grávida.
"Ela estava com oito meses de gestação e caiu de joelhos nos canos, mas graças a Deus não foi grave. Hoje, posso andar sem olhar pro chão. É outra vida", disse.
Acesso onde nem uma escada passa
"Trabalhar aqui é diferente. Nossa base operacional fica dentro da Rocinha, e quando escutamos o nome 'Roupa Suja' é impossível não sentir. Isso nos incomoda, porque não representa o que essa comunidade é. E ver o nome deixar de fazer sentido, por conta do nosso trabalho, é simbólico demais", destaca Luiz Guilherme, coordenador de operações da Águas do Rio.

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