Sindicato dos guardadores acompanha projeto de nova forma de cobrança de estacionamentoDivulgação / Singaerj
Guardadores acompanham projeto de lei que busca o fim dos flanelinhas
Sindicato reconhece que tecnologia é bem vinda, mas destaca pontos sobre a proposta
Rio - Após a aprovação em primeira discussão do projeto de lei 156/2025, que cria um sistema digital de fiscalização e cobrança do estacionamento em vias públicas, na quinta-feira (9), diversas dúvidas surgem em relação aos guardadores profissionais.
A proposta, que voltará em segunda discussão na próxima semana, tem como objetivo acabar com a atuação irregular dos flanelinhas. O projeto prevê fiscalização e cobrança do uso das vagas por sistema digital, utilizando o reconhecimento de placas por câmeras, o uso da localização do veículo por GPS e a possibilidade de pagamento remoto.
Ao DIA, o presidente do Sindicato dos Guardadores de Automóveis do Rio de Janeiro (Singaerj), Moisés Trajane, disse que a entidade está acompanhando todo o movimento de alguns projetos de lei que sugerem a implementação da tecnologia para cobrança do estacionamento em vias públicas na cidade.
“Entendemos que o uso da tecnologia é inevitável e positivo. No momento atual, queremos usar nosso conhecimento e experiência para colaborar com o poder público e com a sociedade”, afirma ele.
Embora a proposta não descarte a manutenção dos parquímetros e talões, que poderão funcionar de forma complementar, Trajane, no entanto, destaca dois pontos que considera como fundamentais sobre a temática.
“Há diferenças essenciais entre flanelinhas e guardadores regulamentados, que são registrados na Delegacia Regional do Trabalho, possuem Certidão de Antecedentes Criminais, são sindicalizados, trabalham uniformizados, apresentam crachá e exercem uma atividade regulamentada por lei federal e com convênio estabelecido por lei municipal”, disse.
“O uso de tecnologia para organização do sistema de vagas e cobrança, embora útil, não tem o poder de coibir a prática ilegal dos flanelinhas. A fiscalização ostensiva, associada à melhoria nas condições de trabalho e fortalecimento dos guardadores regulamentados, é a maneira mais efetiva, contínua e pacífica de afastar os flanelinhas e ordenar corretamente o uso das vagas de estacionamento em vias públicas”, acrescenta.
O vereador Marcelo Diniz (PSD), autor da proposta, esclareceu ao DIA que o novo sistema de pagamentos não vai afetar os guardadores profissionais. De acordo com o parlamentar, o projeto será aprimorado na próxima semana, antes de ser discutido novamente.
“O projeto vai receber emendas na próxima semana e vai ser aperfeiçoado, abrangendo todo mundo. O objetivo da lei não é tirar o emprego de ninguém, muito pelo contrário, é valorizar o trabalhador. Quem trabalha de maneira informal, vai ter a formalidade, trabalhando da maneira correta”, afirma.
O vereador ainda voltou a citar os benefícios de se ter um sistema de monitoramento, com pagamentos fixos. “A proposta, logicamente, também vai beneficiar o cidadão de bem, que agora vai ter o valor exato para ser pago e não vai ser extorquido pelos falsos flanelinhas. Além de ter mais segurança, porque se acontecer alguma coisa, vai ter como ser identificado”, explicou.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.