Professor de colégio particular foi preso na última segunda-feira (13)Divulgação/Polícia Civil
Em depoimento ao DIA, alguns responsáveis das alunas relataram que as filhas estão muito abaladas e que algumas pediram para sair da escola. Uma das mães que liderou as denúncias na Polícia Civil, disse que a filha já não está mais matriculada na unidade.
"A minha filha não estuda mais lá desde o ocorrido, pois a escola manteve o professor trabalhando normalmente. Inicialmente não iríamos retirá-la, mas diante da postura da instituição, ficou inviável. Ela está fazendo acompanhamento psicológico e passou a usar medicação para ansiedade", disse.
Outra mãe disse que a menina está confusa e emocionalmente abalada. "Ela está extremamente confusa. Às vezes não quer mais falar sobre, às vezes quer. Está totalmente abalada com tudo isso. E toda vez que ela lembra do ocorrido ela só diz que não queria ter visto e presenciado toda aquela situação", diz.
A 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes) iniciou as investigações no dia 1º de outubro, após as mães registrarem um boletim de ocorrência denunciando o comportamento do professor. O grupo de responsáveis alega que, mesmo ciente das denúncias, a escola manteve o docente em atividade.
"Há relatos de uma aluna do ano passado que passou exatamente pela mesma situação com o mesmo professor. A escola sempre soube. Essa aluna procurou a delegacia logo após a prisão dele", disse uma das mães, indignada com a postura da instituição.
Colégio garante que não se omitiu
Em nota divulgada nesta quinta-feira (17), o colégio afirmou que não se omitiu diante das denúncias e que afastou o professor no dia 2 de outubro, um dia após o registro da ocorrência. "Desde então, temos colaborado com as autoridades na investigação, sempre em busca da verdade. Aqui, não transigimos com erros e defendemos a verdade, apenas a verdade", diz um trecho do comunicado.
A escola informou ainda que a psicóloga da unidade conversou com representantes e vice-representantes de todas as turmas nas quais o professor lecionava, em ambos os turnos, exceto nas turmas de 5º e 6º anos, consideradas muito jovens para o assunto.
"Foram ouvidas diversas alunas, sem que nenhuma denúncia ou suspeita fosse apresentada. Como nossas aulas são gravadas, estamos colaborando com as autoridades desde o início, inclusive enviando o vídeo da aula em questão, na expectativa de que as apurações tragam respostas que representem a verdade", informou o colégio.

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