Dia D precisou ser transferido para o Rio Imagem, no Centro, devido às chuvasReginaldo Pimenta/Agência O Dia

Rio – A Secretaria de Estado de Saúde promoveu, na manhã deste sábado (8), uma atividade de mobilização pelo Dia D contra dengue, Zika e Chikungunya. Parte da data idealizada pelo Ministério da Saúde, o evento teve o objetivo de reforçar o combate à proliferação do Aedes aegypti, sobretudo, antes do período mais quente do ano, mais propício à reprodução do transmissor. As ações aconteceram no Rio Imagem, no Centro, já que as fortes chuvas impediram a realização na Quinta da Boa Vista, como estava previsto inicialmente.
Dentre as atividades realizadas, houve distribuição de materiais educativos; exposição das formas imaturas do mosquito; e a observação das fases de evolução do mosquito em microscópio. Também foi entregue um checklist com orientações para a realização de uma ronda semanal de 10 minutos, o que ajuda a eliminar possíveis focos do inseto. Por exemplo, vasos de plantas, pneus, garrafas, piscinas sem uso e sem manutenção, caixas d’água destampadas e até recipientes pequenos, como tampas de garrafas.
A propósito, a secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello, destacou que esses 10 minutos, ainda que pareçam pouco tempo, são de extrema importância no enfrentamento às arboviroses: "Salvam vidas, são fundamentais para que não ocorra a proliferação dos mosquitos. É fundamental ir aonde a gente já sabe: os pneus no fundo do quintal; a garrafa, que deve ficar virada ao contrário; aquela gavetinha da geladeira". Ela ainda reforçou a relevância da participação dos moradores na prevenção: "Governo e população trabalhando por uma conscientização pelo combate à dengue".
A visitante Vanusa Ramos avaliou a data como válida no sentido de reforçar junto à sociedade justamente a necessidade de um trabalho coletivo pela eliminação dos focos de mosquito: “As pessoas esquecem que a prevenção começa dentro de casa, então esse Dia D faz com que coloquem em prática o dever de cuidar. A gente só lembra quando fica doente. Por isso, o evento é de grande utilidade”.
Ela ainda destacou a curiosidade sobre o Aedes aegypti aprendida na visita que mais chamou sua atenção: "A evolução e como prolifera tão rápido".
Daniella Machado, diretora-técnica do Rio Imagem, levou os filhos ao Dia D para entenderem desde cedo a importância da eliminação de criadouros: “Foi uma boa oportunidade para aprenderem sobre os cuidados que se devem ter para evitar a proliferação do mosquito”.
Ações da Prefeitura
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) também realizou ações pelo Dia D. Na comunidade Santa Marta, em Botafogo, na Zona Sul, a partir do tema “Não dê chance para dengue, zika e chikungunya”, o evento contou com vacinação, distribuição de material informativo e orientações.
Além disso, equipes da pasta estiveram em imóveis e ruas de diferentes regiões da capital fluminense fazendo inspeções e ressaltando a importância dos cuidados em períodos pós-chuva, para que se evite o acúmulo de água e o surgimento de focos do mosquito.
Daniel Soranz, secretário municipal de Saúde, lembrou que o Dia D acontece em uma época do ano mais propensa ao surgimento de criadouros do Aedes aegypti: “A recomendação é para que todas as pessoas confiram o seu domicílio para evitar a proliferação do mosquito. Este período de chuvas e calor favorece a reprodução”.
Números
Segundo a Superintendência de Vigilância em Saúde do Município, somente em 2025, até 1º de novembro, mais de 1,4 milhão de recipientes que poderiam servir de criadouros foram tratados ou eliminados. As ações ocorreram em mais de 10 milhões de visitas a imóveis com a finalidade de prevenir e controlar a propagação do mosquito.
Já a Secretaria de Estado de Saúde divulgou que até o último dia 4, o estado do Rio tinha registrado, apenas em 2025, 29.315 casos prováveis, 1.200 internações e 25 óbitos por dengue.
Os números caíram em comparação aos do ano passado, quando houve uma epidemia com 302.674 casos prováveis, 9.726 internações e 232 óbitos em todo o estado.
A pasta enfatizou que a vacina contra a arbovirose é aplicada em duas doses, com intervalo de três meses. A cobertura vacinal no território fluminense está em 35,49% para a primeira dose, e em 23,91%, para a segunda. A meta do Ministério da Saúde é de 90% para a população com idade entre 10 e 14 anos de idade.
Mais medidas contra o Aedes aegypti:
- Verificar se a caixa d'água está bem tampada;
- Deixar as lixeiras bem tampadas;
- Colocar areia nos pratos de plantas;
- Recolher e acondicionar o lixo do quintal;
- Limpar as calhas;
- Cobrir piscinas;
- Tapar os ralos e baixar as tampas dos vasos sanitários;
- Limpar a bandeja externa da geladeira;
- Limpar e guardar as vasilhas dos animais de estimação;
- Limpar a bandeja coletora de água do ar-condicionado;
- Cobrir bem cisternas e reservatórios de água.