Moto estava emprestada a Erick Santos por um amigo cerca de um mês antes do crimeReginaldo Pimenta/Agência O Dia

Rio – A motocicleta que Erick Santos Maria usou para conduzir o atirador Davi de Souza na execução de Laís de Oliveira Gomes Pereira, em Sepetiba, na Zona Oeste, foi emprestada por um amigo há cerca de um mês. O proprietário prestou depoimento nesta quarta-feira (12), na Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), onde o veículo está apreendido.
Cartaz do Disque Denúncia por informações sobre Gabrielle Cristine Pinheiro Rosário, de 22 anos - Reprodução
Cartaz do Disque Denúncia por informações sobre Gabrielle Cristine Pinheiro Rosário, de 22 anosReprodução
À imprensa, o amigo de Erick, que preferiu não se identificar, garantiu não saber para que o criminoso utilizaria a moto. "Nossa amizade é de infância. Não tem como saber o que se passa na cabeça da pessoa até acontecer. Eu não imaginava que isso aconteceria. Se as pessoas estão surpresas, imagina eu que conheço ele a vida inteira?", indagou.
Segundo o homem, a ideia de deixar a moto com Erick era ajudá-lo no dia a dia: “Emprestei por espontânea vontade para um amigo, que estava precisando trabalhar, se locomover. Mas infelizmente ele se meteu nessa situação que todos sabem. Um cara super do bem, não era de balada, de beber, de nada ilícito”, destacou ele, minimizando a amizade com o criminoso e pedindo por justiça: “Agora vai ter que pagar pelo erro dele”.
Erick - que seria dono da arma usada na execução, e que ainda não foi encontrada - se entregou na sexta-feira (7), três dias antes de Davi. A dupla, de acordo com as investigações, recebeu R$ 20 mil de Gabrielle Cristine Pinheiro Rosário, de 22 anos, para assassinar Laís. A acusada é atual mulher do ex-companheiro da vítima e encomendou o crime porque tinha uma obsessão pela filha de 4 anos do antigo casal e pretendia obter a guarda definitiva da garota.
O delegado Robinson Gomes, da DHC, afirmou que Gabrielle demonstra traços de psicopatia: “Ela tem um perfil de psicopata. Não altera seu comportamento, apesar de todas as pressões legais que a gente já realizou”.
Os policiais já fizeram buscas por Gabrielle em ao menos dois endereços ligados a ela: em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e em Campo Grande, na Zona Oeste. Entretanto, a acusada, que já teria inclusive mudado de visual a fim de dificultar sua localização, já garantiu que não pretende se entregar.
“Os advogados dela entraram em contato com meus policiais e informaram que a Gabrielle não tem a intenção de se entregar no momento. Ela não forneceu nem para familiares a sua localização”, destacou o delegado Gomes, lembrando que, a princípio, o atual companheiro de Gabrielle, ex de Laís e pai da menina de 4 anos, não possui ligação com o homicídio.
O Disque Denúncia (225311-77) divulgou um cartaz pedindo informações sobre a localização de Gabrielle, contra quem há um mandado de prisão temporária, expedido pelo plantão judiciário do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), pelo crime de homicídio qualificado. Ela já é considerada foragida.
*Colaborou Reginaldo Pimenta