Publicado 18/03/2026 19:53 | Atualizado 18/03/2026 20:20
Rio – Roberta Ferro Hipólito, mulher de Leandro Silva Souza, morador morto durante operação policial, nesta quarta-feira (18) no Morro dos Prazeres, região Central, disse que os policiais foram os responsáveis pelo homicídio. Ela estava com o companheiro em casa quando criminosos em fuga invadiram o imóvel. A informação dela é contrária a da divulgada pela PM, que garante que houve confronto armado no local.
Publicidade"Em momento algum fizeram a gente de refém. Eles [bandidos] disseram assim: 'Tia, não se preocupe. Se a polícia vier, a gente vai se entregar. Mas fica calada'", disse Roberta ao RJ2, da TV Globo. "Foi a polícia que arrebentou a porta da minha casa com uma granada e já entrou atirando. Não teve troca de tiros. Os três elementos que estavam dentro do meu quarto morreram sem reagir. O meu marido ainda gritou: 'Tem trabalhador aqui, tem morador'. Mas a polícia entrou atirando".
Roberta, que não se feriu na ação, também deu uma versão diferente da relatada pela PM sobre a quantidade de criminosos mortos dentro da residência. Enquanto a polícia fala em seis executados, Roberta menciona apenas a metade: “Mataram três bandidos e mais o meu marido. E um bandido se foi vivo".
Em entrevista coletiva após a ação - que resultou na morte também do chefe do tráfico da localidade, Claudio Augusto dos Santos, o Jiló dos Prazeres - o tenente-coronel Marcelo Corbage, comandante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), difundiu a versão de confronto entre agentes e criminosos, além do número de bandidos dentro da casa de Leandro, reforçando que chegou a ter início uma negociação.
“Eles entraram na residência, colocaram um casal como refém e no momento que a gente estava buscando uma solução pacífica, houve disparos de dentro da residência, na qual o senhor Leandro acabou sofrendo o primeiro PAF (perfuração por arma de fogo) na região da cabeça. Então a nossa tropa respondeu imediatamente o fogo, onde houve essa ação de neutralização (execução) desses seis criminosos”.
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra como ficou a casa de Leandro. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga o caso.
Chefe com 135 anotações criminais
Ainda durante a operação, policiais detiveram quatro pessoas que tentavam bloquear vias do entorno, no bairro do Rio Comprido. No local, sete ônibus tiveram as chaves retiradas e acabaram usados como barricadas. Um deles foi incendiado na Avenida Paulo de Frontin, no acesso ao Túnel Rebouças. Devido a violência, comércios fecharam as portas.
Sobre “Jiló dos Prazeres”, uma das lideranças mais antigas do Comando Vermelho no Rio, o secretário de Polícia Militar, coronel Marcelo Menezes, afirmou que a equipe havia localizado nesta terça (17) o esconderijo do criminoso, que tinha mais de 135 passagens pela polícia. “Ele é um traficante sanguinário, liderava ações criminosas, promovia sequestros”, afirmou.
Sobre “Jiló dos Prazeres”, uma das lideranças mais antigas do Comando Vermelho no Rio, o secretário de Polícia Militar, coronel Marcelo Menezes, afirmou que a equipe havia localizado nesta terça (17) o esconderijo do criminoso, que tinha mais de 135 passagens pela polícia. “Ele é um traficante sanguinário, liderava ações criminosas, promovia sequestros”, afirmou.
Leia mais

Comentários
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.