Publicado 14/06/2026 16:23 | Atualizado 14/06/2026 16:38
Rio — O aumento no número de acidentes envolvendo aeronaves na Barra da Tijuca e no Recreio dos Bandeirantes acendeu um alerta após a colisão entre dois helicópteros que deixou seis mortos na manhã deste domingo (14), no Recreio. Durante coletiva no local da tragédia, o porta-voz do Corpo de Bombeiros, tenente-coronel Fábio Contreiras, classificou o cenário como preocupante.
Publicidade"A gente vem observando um aumento. Já atendemos várias ocorrências este ano, principalmente nessa região da Barra e do Recreio. A corporação está se preparando cada vez mais para atender esse aumento do fluxo de aeronaves. É um aumento alarmante", afirmou o oficial.
A percepção é compartilhada por moradores da região. A aposentada Jeane Canivello, de 62 anos, contou que estava em casa quando ouviu a explosão provocada pelo acidente e relatou preocupação com a intensa movimentação aérea no bairro.
"Aqui passa helicóptero o tempo todo. A gente até comenta em casa que poderia acontecer uma tragédia. Quando ouvi a explosão, achei que fosse um caminhão batendo dentro do condomínio. Depois vi a fumaça preta e soube que era o helicóptero. Isso poderia ter caído em um prédio cheio de moradores", disse.
Segundo Jeane, o tráfego de aeronaves aumentou nos últimos anos e os voos são frequentes, principalmente em períodos de feriados e alta temporada.
"Passa um helicóptero atrás do outro. Ontem mesmo vimos dois voando muito próximos. A situação está complicada para quem mora aqui. Fatalmente isso pode acontecer de novo se nada for feito", alertou.
Além da preocupação com a segurança aérea, Contreiras destacou a complexidade da operação de combate às chamas. O helicóptero caiu sobre o pátio de uma concessionária de veículos elétricos, o que intensificou o incêndio.
"Os veículos elétricos possuem baterias de íons de lítio, que liberam uma quantidade muito grande de calor e gases tóxicos. Utilizamos de três a quatro vezes mais água do que seria necessário em um incêndio comum", explicou.
Ao todo, cerca de 50 bombeiros e 15 viaturas foram mobilizados. Quinze carros foram destruídos pelo fogo e outros cinco ficaram danificados. Segundo a corporação, houve preocupação para evitar que as chamas atingissem um condomínio residencial e uma área de vegetação próximos ao local.
Acidente deixou seis mortos
A colisão aconteceu por volta das 9h, na Avenida das Américas, próximo à estação Gilka Machado do BRT. De acordo com os bombeiros, uma das aeronaves caiu em chamas sobre a concessionária, enquanto a outra foi encontrada a cerca de 100 metros de distância.
No primeiro helicóptero estavam o piloto Alexandre Souza e os passageiros Lucas Brito Chaves, Nickel Oliver Tree, Lucas Vignale e Gaspar Prim. Já na outra aeronave estava apenas o piloto Charles Marsillac.
Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionados às 9h para o local.
Cerca de 45 militares e 15 viaturas foram empenhados na ocorrência. Todos os tripulantes das aeronave morreram. Quinze carros pegaram fogo e outros cinco ficaram danificados
Segundo relatos de moradores, o barulho da colisão e queda se assemelhou ao de estouros de fogos de artifício. Um grande incêndio se formou no local.
Morreram no acidente os pilotos Alexandre Souza e Charles Marsillac, além dos passageiros Lucas Brito Chaves, Lucas Vignale, Gaspar Prim e o cantor norte-americano Oliver Tree Nickel, de 32 anos.
As causas da colisão ainda são desconhecidas. O caso é investigado pela 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes) e pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira. Peritos analisam destroços espalhados por centenas de metros e as condições de voo das aeronaves para determinar o que provocou o acidente.
Morreram no acidente os pilotos Alexandre Souza e Charles Marsillac, além dos passageiros Lucas Brito Chaves, Lucas Vignale, Gaspar Prim e o cantor norte-americano Oliver Tree Nickel, de 32 anos.
As causas da colisão ainda são desconhecidas. O caso é investigado pela 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes) e pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira. Peritos analisam destroços espalhados por centenas de metros e as condições de voo das aeronaves para determinar o que provocou o acidente.
Em nota, a BYD se pronunciou sobre a tragédia:
"A BYD lamenta profundamente o acidente aéreo ocorrido neste domingo (14), no Recreio dos Bandeirantes (RJ), que atingiu um pátio de veículos de uma concessionária da marca. Neste momento de dor, expressamos nossa solidariedade aos familiares e amigos das vítimas.
A empresa acompanha a situação com atenção, presta apoio no local por meio da concessionária e permanece à disposição das autoridades competentes para contribuir com o que for necessário."
"A BYD lamenta profundamente o acidente aéreo ocorrido neste domingo (14), no Recreio dos Bandeirantes (RJ), que atingiu um pátio de veículos de uma concessionária da marca. Neste momento de dor, expressamos nossa solidariedade aos familiares e amigos das vítimas.
A empresa acompanha a situação com atenção, presta apoio no local por meio da concessionária e permanece à disposição das autoridades competentes para contribuir com o que for necessário."
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